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Angola — Lei 20/10: Representação de Género Obrigatória de 30% no Parlamento e Órgãos Diretivos

Angola · Luanda · See the Angola profile

A Lei 20/10 (2010) de Angola obriga a pelo menos 30% de representação de género em todos os órgãos diretivos. Em fevereiro de 2024, as mulheres ocupavam 38,6% dos lugares na Assembleia Nacional—entre os mais elevados da África Subsariana. Em 2022 elegeu-se a primeira mulher Presidente da Assembleia.

26.9 %
Mulheres na Assembleia Nacional de Angola (primeira eleição após a lei) (2012)
38.6 %
Mulheres na Assembleia Nacional de Angola (February 2024)
30 %
Mínimo estatutário de representação de género
approx. 27 %
Média parlamentar global de representação feminina
40 %
Meta de representação de género proposta

Details

Maturity
Established
Promoter
Government of Angola (MPLA-led administration) / UNFPA Angola
Period
2010–present
Keywords
political participation, electoral law, legislature, women in politics, gender quota

Context

A Lei 20/10 de Angola, de 3 de dezembro de 2010, sobre a promoção da igualdade de género, obriga os partidos políticos e os organismos públicos e privados a garantir pelo menos 30% de representação de qualquer um dos sexos nas suas estruturas dirigentes, incluindo as listas de candidatos à Assembleia Nacional.

Results

A representação das mulheres na Assembleia Nacional de Angola atingiu 26,9% em 2012 (primeiras eleições após a aprovação da lei), subindo para 38,6% em fevereiro de 2024 (fonte de dados da UN Women) — bem acima do mínimo estatutário de 30% e da média parlamentar global de aproximadamente 27%. Nas eleições de 2022, Carolina Cerqueira (MPLA) foi eleita Presidente da Assembleia Nacional, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história pós-independência de Angola. O Chefe de Estado determinou, desde então, uma revisão de política com vista a elevar a meta para 40%.

Conclusions

O partido no poder em Angola, o MPLA, manteve práticas internas favoráveis à colocação de candidatas desde a década de 1990, anteriores à Lei 20/10, pelo que a atribuição especificamente à lei é parcial. O contexto de governação mais amplo de Angola, classificado como "Não Livre" pela Freedom House, também limita a generalização de conclusões sobre o empoderamento substantivo das mulheres.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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