evidoria

← Back to browse

Good practice

Código das Famílias de Cuba (2022)

Cuba · Havana · See the Cuba profile

O Código das Famílias de Cuba, aprovado por referendo em 2022, torna o cuidado doméstico um dever partilhado entre cônjuges, proíbe a discriminação por sexo e identidade de género e reforça a proteção contra violência familiar (66,85% a favor, 74% de participação).

66.85 %
Resultado do referendo a favor (25 Sept 2022)
33.15 %
Resultado do referendo contra (25 Sept 2022)
74.12 %
Taxa de participação no referendo
~79,000
Reuniões de bairro no âmbito da consulta pública
18 years
Idade mínima para o casamento (ambos os sexos)

Details

Maturity
Established
Promoter
National Assembly of People's Power / Federación de Mujeres Cubanas (FMC)
Period
2022-present
Keywords
family law, gender equality, care economy, LGBTQ+ rights, gender-based violence

Context

Em 25 de setembro de 2022, Cuba realizou um referendo nacional, promovido pela Assembleia Nacional do Poder Popular em conjunto com a Federación de Mujeres Cubanas, sobre um Código da Família totalmente reescrito (Código de las Familias, Lei n.º 156/2022), que substituiu o código de 1975, na sequência de um processo de consulta pública que incluiu cerca de 79 000 reuniões de bairro.

Activities

O novo Código consagra a partilha das responsabilidades domésticas e de cuidados entre os cônjuges como um dever jurídico explícito, proíbe a discriminação com base no sexo, na identidade de género e na orientação sexual, trata a proteção contra a violência familiar como uma obrigação do Estado, legaliza o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo, regula pela primeira vez a gestação de substituição altruísta (não comercial) e eleva a idade mínima para o casamento para 18 anos para ambos os sexos, pondo fim a uma exceção anterior que permitia às raparigas casar-se aos 14 anos.

Results

O referendo foi aprovado com 66,85% dos votos a favor e 33,15% contra, com uma taxa de participação de 74,12% — uma votação genuinamente disputada segundo os padrões cubanos.

Conclusions

A revisão do Comité CEDAW da ONU, de outubro de 2024, saudou a reforma e a elevada representação parlamentar feminina de Cuba, mas assinalou hiatos persistentes entre o texto da lei e a realidade vivida, incluindo preocupações por resolver quanto ao tráfico sexual e à carga de trabalho de cuidados não remunerado. A Human Rights Watch, sem contestar o mérito das reformas, alertou que um Estado de partido único, com meios de comunicação social estreitamente controlados e sem fiscalização eleitoral independente, não deveria fazer depender os direitos da família e das minorias de uma votação popular, e assinalou que, atualmente, nenhum órgão independente da sociedade civil cubana audita a sua aplicação.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

Similar practices you may find useful