O JAMB (Joint Admissions and Matriculation Board) administra o Exame Unificado de Acesso ao Ensino Superior (UTME) da Nigéria e implanta verificação biométrica por impressão digital e reconhecimento facial por IA nos centros de exame informatizados em todo o país, para impedir a impersonação de candidatos (os chamados exames por "mercenários"), um problema de fraude há muito enraizado. O JAMB registou 2.243.816 candidatos para o UTME de 2026, segundo múltiplas fontes noticiosas nigerianas independentes.
Em 2023, cerca de 80.000 candidatos foram afetados por falhas na verificação biométrica — incompatibilidades, falhas de reconhecimento e outros problemas — obrigando o JAMB a realizar um exame de recuperação ("mop-up"). Falhas semelhantes voltaram a ocorrer nos exames de recuperação de 2025.
O registador do JAMB, Prof. Is-haq Oloyede, descreveu publicamente como fraudadores usam IA para fundir os rostos de duas pessoas, de modo que o reconhecimento facial não distinga entre o candidato verdadeiro e um impostor pago. Chamou a atenção para uma anomalia reveladora: em 2025, 1.787 candidatos declararam-se falsamente albinos — uma alegação suspeita, já que o número real de nigerianos albinos por ano seria inferior a 250 — aparentemente para explorar limiares mais permissivos de verificação facial.
Trata-se, sobretudo, de um caso de evidência mista: o sistema opera à escala nacional massiva, mas não eliminou a fraude e falhou repetidamente na verificação de candidatos genuínos, ilustrando a fragilidade operacional da biometria por IA quando implementada à escala nacional sem capacidade de tratamento de erros à altura.
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