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Quotas Eleitorais Obrigatórias de Género na Geórgia — Ganhos na Representação Feminina e Reversão das Quotas (2020–2024)

Georgia · Tbilisi · See the Georgia profile

O Código Eleitoral da Geórgia de 2020 exigiu que cada 4.º lugar de lista partidária fosse atribuído a uma pessoa de género diferente. As mulheres no parlamento subiram de 14% para ~20%; nos conselhos locais de 13,8% para 24%. Uma avaliação do PNUD confirmou os ganhos. As quotas foram abolidas pelo parlamento em outubro de 2024.

14 %
Proporção de mulheres, parlamento nacional, antes da cota
~20 %
Proporção de mulheres, parlamento nacional, após as eleições de 2020
31.4 %
Proporção de mulheres nos mandatos de lista proporcional (2020)
19.8 %
Proporção de mulheres nos mandatos de lista proporcional (2017)
13.8 %
Proporção de mulheres, conselhos locais, antes da cota
24 %
Proporção de mulheres, conselhos locais, após as eleições de outubro de 2021

Details

Maturity
Discontinued
Promoter
Parliament of Georgia / UNDP Georgia / National Democratic Institute
Period
2020–2024
Keywords
government, electoral reform, gender equality, political representation

Context

Em 29 de junho de 2020, o Parlamento da Geórgia alterou o Código Eleitoral para exigir que cada quarto lugar obtido através da representação proporcional por lista partidária fosse atribuído a um candidato de género diferente, com efeitos a partir das eleições parlamentares de outubro de 2020; a reforma foi apoiada pelo PNUD Geórgia e pelo National Democratic Institute (NDI).

Activities

A cota aplicou-se aos lugares de lista proporcional nas eleições parlamentares de outubro de 2020 e nas eleições locais de outubro de 2021. Uma avaliação conjunta do PNUD/NDI, publicada em dezembro de 2022 com apoio do Reino Unido e da Suécia, analisou os efeitos da reforma e recomendou a extensão da cota para além das cláusulas de caducidade previstas (2028 para as eleições locais, 2032 para as nacionais).

Results

A proporção de mulheres nos lugares parlamentares subiu de 14% para cerca de 20% após as eleições de 2020, tendo as mulheres conquistado 31,4% dos mandatos de lista proporcional, face a 19,8% em 2017; a proporção de mulheres nos conselhos locais subiu de 13,8% para 24% após as eleições de outubro de 2021. A avaliação do PNUD constatou que os partidos políticos acolheram amplamente o mecanismo, citando candidatas qualificadas até então subaproveitadas.

Conclusions

Em outubro de 2024, o Parlamento da Geórgia votou a abolição das cotas de género obrigatórias, invocando preocupações de soberania; a Comissão de Veneza e organismos da ONU criticaram publicamente a revogação. O caso ilustra que as cotas legisladas podem produzir ganhos mensuráveis num único ciclo eleitoral, mas permanecem vulneráveis a retrocessos políticos sem um enraizamento mais profundo na cultura partidária ou proteção constitucional.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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