As mulheres representam quase metade das passageiras da Lyft, mas apenas cerca de 23% das suas motoristas, um fosso que a Lyft atribui em parte a preocupações de segurança; a plataforma tinha também divulgado, em relatórios de segurança obrigatórios, mais de 4.000 incidentes relacionados com agressão sexual em viagens entre 2017 e 2019, seguidos por um acordo de 25 milhões de dólares com acionistas em 2022, relativo a alegadas ocultações de questões de segurança.
Lançado em setembro de 2023 em cinco cidades-piloto dos EUA (Chicago, Phoenix, San Diego, São Francisco e San Jose) e alargado a todo o país no início de 2024, o Women+ Connect é uma preferência opcional: motoristas e passageiras que a ativam têm prioridade no emparelhamento com outras utilizadoras mulheres ou não-binárias, embora o emparelhamento não seja garantido e possam continuar a ser emparelhadas com homens. A funcionalidade funciona nos dois sentidos, emparelhando passageiras mulheres/não-binárias com motoristas mulheres/não-binárias.
A Lyft relata que 67% das motoristas elegíveis ativaram a funcionalidade, e que as que o fizeram mantiveram-na ativa 99% do tempo - um sinal de adoção real e quantificado, coberto de forma independente pela NPR e pela Axios. A Human Rights Campaign saudou a inclusão explícita de motoristas e passageiras não-binárias a par das mulheres.
Contudo, a NPR noticiou em setembro de 2023 que a Lyft se recusou a partilhar dados atualizados sobre segurança nas viagens ou a confirmar se as taxas de agressão diminuíram após o lançamento da funcionalidade. Assim, ao contrário de programas com um estudo de resultados copublicado externamente, a justificação central de segurança do Women+ Connect continua a ser sustentada apenas por estatísticas de adoção e utilização, e não por uma avaliação independente de se cumpriu o seu objetivo declarado de segurança.
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