O Ministério da Educação (MED) de Angola, sob a Ministra Luísa Grilo, está a introduzir ferramentas de aprendizagem personalizada baseadas em inteligência artificial no ensino primário através de uma parceria com a Dubai Digital School, dos Emirados Árabes Unidos, formalizada por um memorando de entendimento assinado na Cimeira Mundial de Governos, no Dubai. O projeto-piloto distribui-se deliberadamente por todo o país, em vez de se concentrar na capital: foi selecionada uma escola primária em cada uma das 10 províncias de Angola, totalizando 10 escolas-piloto.
A primeira fase, com início em fevereiro de 2026, centra-se na instalação de infraestruturas, mecanismos de segurança e formação de professores e gestores escolares para utilizar a metodologia da Dubai Digital School, que o ministério afirma estar a ser adaptada ao currículo nacional do ensino primário angolano, e não simplesmente importada. O objetivo declarado é uma 'metodologia de ensino flexível, adaptada às necessidades de cada aluno', usando IA e ferramentas digitais para uma entrega de conteúdos personalizada — a implementação total está prevista para mais tarde em 2026, após a fase de formação. A Ministra Grilo tem sido explícita quanto à intenção de que as ferramentas apoiem os professores, e não os substituam.
No momento do anúncio do piloto, trata-se de uma iniciativa genuinamente em fase inicial: ainda não existem resultados de aprendizagem dos alunos, dados de utilização ou avaliação independente, e ambos os órgãos de comunicação angolanos que noticiaram o lançamento assinalam o desafio prático da 'conetividade limitada e do acesso desigual à internet' que pilotos como este enfrentam em grande parte de África. A base de evidência honesta, neste momento, é um acordo intergovernamental assinado e um plano de formação, e não ainda um impacto demonstrado.
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