A Medida Agroambiental e Climática da Eslováquia (Agroenvironmentálno-klimatické opatrenie, AEKO) opera ao abrigo do artigo 70.º do Regulamento (UE) 2021/2115, no âmbito do Plano Estratégico da PAC 2023-2027 do país. Compreende sub-operações para agricultura biológica, fertilização de precisão e proteção dos recursos hídricos, gestão respeitadora do ambiente em terras aráveis, pomares e vinhas, proteção da biodiversidade, conversão de terras aráveis em pastagens, criação de raças pecuárias em risco, serviços ambientais florestais e bem-estar animal. É gerida pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da República Eslovaca e paga pela Agência de Pagamentos Agrícolas (PPA), sediada em Bratislava.
A medida dispõe de 641,78 milhões de euros em financiamento público (406,7M€ da UE + 235,1M€ nacionais) para 2023-2027. Um regime ecológico complementar, no valor de 559,16 milhões de euros, registou adesão real em 2023: de 16 417 candidatos que abrangiam 1 736 758 ha, 9 449 candidatos (57,6%) inscreveram 1 533 292 ha (88,3%), com taxas de pagamento de cerca de 59€/ha fora de áreas protegidas para aves e 92€/ha dentro delas. As metas dos indicadores de resultados incluem compromissos de preservação de habitats/biodiversidade em 50,94% da área agrícola relevante e a gestão de 10,67% da área total da Rede Natura 2000 na Eslováquia.
A carta de observações da Comissão Europeia de maio de 2022 sobre o projeto de plano da Eslováquia assinalou que as definições de base do AEC necessitavam de maior precisão e que a utilização de uma taxa de pagamento média única para vários compromissos de gestão distintos 'não parece justificável'. Não foram encontrados dados publicados sobre os hectares efetivamente inscritos na própria medida AEKO, distintos do regime ecológico complementar. O acompanhamento independente da ONG SOS/BirdLife Slovensko documenta declínios graves da biodiversidade agrícola que motivaram a reformulação do regime — a população de perdiz-cinzenta caiu 99% até 2022 — e argumenta que mesmo a taxa de pagamento reformulada para áreas protegidas (~92€/ha) continua insuficientemente valorizada face às restrições de uso do solo que impõe.
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