Desde a era Meiji, o Departamento de Águas do Governo Metropolitano de Tóquio é proprietário e gestor de terrenos florestais ao longo do curso superior do rio Tama, que se estendem desde Okutama, no oeste de Tóquio, até à vizinha Prefeitura de Yamanashi, com o objetivo explícito de proteger a qualidade e a quantidade da água que abastece a capital. Em abril de 2024, estas 'suigen-rin' (florestas de origem de água) cobriam aproximadamente 25.000 hectares — cerca de metade dos cerca de 45.000 hectares de floresta em toda a bacia superior do rio Tama e, segundo a comparação do próprio Departamento, uma área cerca de quatro vezes maior do que Manhattan — tornando-a a maior propriedade florestal de qualquer empresa de água no Japão. O Departamento descreve a função da floresta como uma 'barragem verde': a cobertura arbórea e a estrutura do solo absorvem e libertam gradualmente a água da chuva, reduzem o escoamento de solo e ajudam a purificar a água antes de esta chegar às albufeiras da cidade.
Como a compra direta de parcelas florestais privadas dispersas é dispendiosa, o Departamento criou em 2010 um programa de aquisição de terrenos destinado a proprietários florestais na bacia da albufeira de Ogouchi que desejassem ceder as suas propriedades, e desenvolveu paralelamente um modelo de financiamento empresarial: as empresas podem patrocinar a manutenção florestal através de acordos de curta duração de 'naming rights' ou de patrocínios anuais mais longos. Em abril de 2023, 12 empresas mantinham acordos de naming rights e 14 eram patrocinadoras anuais; um exemplo documentado é a Casio Computer, que assinou um acordo de naming rights em 2018 para patrocinar 2,46 hectares perto da cidade de Koshu, enviando funcionários em visitas anuais de plantação, desbaste e produção de mudas, com a participação de voluntários a crescer de cerca de uma dezena de funcionários para mais de 20.
As fontes públicas descrevem qualitativamente o papel da floresta na retenção de água e no controlo da erosão, mas não reportam uma avaliação independente e quantificada dos resultados na qualidade da água, nem uma estimativa de custos evitados comparável às determinações de isenção de filtração da EPA em Seattle ou Nova Iorque. O esquema empresarial de naming rights e patrocínio, embora seja uma inovação genuína de financiamento, cobre apenas uma pequena fração da propriedade de cerca de 25.000 hectares (poucas dezenas de hectares patrocinados face ao total); a maior parte dos custos de gestão continua a ser suportada pelo Departamento de Águas e, em última análise, pelos contribuintes de água de Tóquio.
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