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Boa prática Importada

Parque Marinho Comunitário de Arnavon — 30 Anos de Cogestão por Três Comunidades Duplicam a Nidificação de Tartarugas-de-Pente

Ilhas Salomão · Sikopo Island, Arnavon Islands · Ver o perfil de Ilhas Salomão

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Desde 1995, as comunidades de Kia, Katupika e Wagina cogerem as Ilhas Arnavon, o maior local de nidificação de tartarugas-de-pente do Pacífico Sul oceânico. Um conjunto de dados de 22 anos, revisto por pares, mostra que a contagem noturna de ninhos quase triplicou, e em 2017 tornou-se o primeiro parque marinho nacional das Ilhas Salomão.

Detalhes

Promotor
Kia, Katupika & Wagina communities; The Nature Conservancy; Solomon Islands Government
Período
1995-2017
Palavras-chave
customary marine tenure, hawksbill turtle conservation, community co-management, marine protected area

Descrição

As Ilhas Arnavon situam-se no Estreito de Manning, entre Santa Isabel e Choiseul, nas Ilhas Salomão, e albergam o maior local de nidificação de tartarugas-de-pente do Pacífico Sul oceânico. A exploração atingiu o pico na década de 1980, quando mais de 4.000 tartarugas adultas eram mortas anualmente para carapaça e carne. Um santuário declarado pelo governo nacional em 1976 falhou em poucos anos: os proprietários tradicionais, excluídos da gestão de uma terra que consideravam sua, incendiaram a estação de campo do governo em 1982 e retomaram a captura — uma lição precoce e cautelar de que a proteção de cima para baixo, sem a adesão costumeira, não perdura.
Em 1995, as comunidades de Kia, Katupika e Wagina — proprietárias costumeiras do mar e da terra envolventes — uniram-se para criar a Área de Conservação Marinha Comunitária de Arnavon, abrangendo 152 km2 de terra e mar em quatro praias de nidificação (Sikopo, Kerehikapa, Big Maleivona e Small Maleivona, totalizando 9.416 metros de praia). Guardas comunitários, e não pessoal externo, patrulham as praias, marcam tartarugas e aplicam uma regra de captura zero definida pelas próprias comunidades, com o apoio da The Nature Conservancy e do governo das Ilhas Salomão.
Os resultados de conservação estão documentados num estudo revisto por pares, publicado em 2015 na PLOS One, que cobre 22 anos de monitorização (1991-2012): 4.536 levantamentos de praia e 845 tartarugas marcadas individualmente. A contagem noturna de ninhos subiu de uma média pré-proteção de 1,44 (1991-1995) para 3,85 pós-proteção (2008-2012), e a taxa de remigração — a proporção de fêmeas marcadas que regressam para nidificar novamente — subiu de 6,7% para 13,7%, com ciclos de remigração de dois anos a surgir apenas em tartarugas nascidas após 1995.
Em 2017, o local foi formalmente declarado Parque Marinho Comunitário de Arnavon, o primeiro parque marinho nacional das Ilhas Salomão — convertendo duas décadas de cogestão costumeira informal numa área protegida legalmente reconhecida, mantendo as três comunidades como suas gestoras.
Leia mais: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0121435

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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