SKAI — A Ferramenta de IA de Código Aberto do PAM e da Google Research para Mapeamento Rápido de Danos no Terramoto da Turquia
Turquia
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O fluxo DISHA, da UNOSAT e da Google Research, usa IA para acelerar a avaliação de danos após catástrofes, reduzindo o tempo de análise em 6 vezes em 9 emergências testadas. Foi usado nas cheias da Colômbia de fevereiro de 2026 (mais de 580 mil afetados) e no furacão Melissa na Jamaica, apoiando a resposta de governos e da ONU.
As equipas de resposta a catástrofes precisam de estimativas rápidas e fiáveis dos danos em edifícios após sismos, inundações e tempestades, mas a análise manual de imagens de satélite e de radar é lenta e exige muita mão de obra.
O UNOSAT (o Centro de Satélites da ONU), a UN Global Pulse e a Google Research desenvolveram o DISHA, um fluxo de trabalho assistido por IA para produzir avaliações rápidas e indicativas de danos após catástrofes, cruzando mapas de edifícios derivados de IA com imagens de satélite de radar e óticas.
Um modelo de IA de zero-shot (SKAI) dá aos analistas uma primeira indicação sobre as zonas com maiores danos em edifícios, permitindo que os especialistas do UNOSAT concentrem a análise detalhada onde é mais necessária. Este fluxo de trabalho já foi utilizado em 11 ativações reais para sismos, inundações e ciclones, incluindo o furacão Melissa na Jamaica (outubro de 2025) e as inundações da Colômbia de fevereiro de 2026, nas quais o UNOSAT cruzou mapas de edifícios derivados de IA com imagens de radar para informar o planeamento da resposta tanto do governo nacional colombiano como das agências da ONU.
Em nove emergências testadas, o fluxo de trabalho permitiu aos analistas cobrir cerca de sete vezes mais área e reduzir para um sexto o tempo necessário para produzir conclusões indicativas de danos, passando a menos de um dia. Após o furacão Melissa, atribuiu pontuações de danos preliminares a mais de 385 000 edifícios; as inundações na Colômbia de fevereiro de 2026 afetaram mais de 580 000 pessoas, destruíram mais de 4000 habitações e danificaram cerca de 23 000 (dados da UNITAR à data de 6 de março de 2026).
Os próprios operadores da ferramenta descrevem-na como produzindo orientações preliminares e indicativas para analistas especializados, e não uma avaliação final, e os dados de desempenho provêm dos relatórios da própria Google e da ONU, e não de uma auditoria independente de terceiros.
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