O Fiji Development Bank (FDB), o banco de desenvolvimento estatal sob tutela do Ministério das Finanças, Planeamento Estratégico, Desenvolvimento Nacional e Estatística, lançou em 13 de novembro de 2025 o Projeto-Piloto de Avaliação de Crédito Assistida por IA para Empréstimos Sem Garantia -- descrito pelo Ministério como a primeira iniciativa deste tipo nas Fiji. O piloto, com duração de 12 meses, está aberto a clientes existentes do FDB através da aplicação móvel e da plataforma web do banco, abrangendo empréstimos sem garantia até FJ$10.000 e empréstimos com garantia até FJ$100.000.
O modelo de IA, treinado com dados históricos de crédito do FDB, analisa dados comportamentais e alternativos para gerar informações de apoio à decisão de crédito. O Ministro das Finanças, Esrom Immanuel, afirmou no Parlamento que o sistema foi "concebido para assistir, não para automatizar": os gestores de crédito do FDB mantêm a autoridade final de decisão e devem documentar a justificação sempre que decidam contra a recomendação da IA. O FDB afirma que o modelo é monitorizado de forma contínua quanto a enviesamentos discriminatórios.
Poucos dias após o lançamento, em novembro de 2025, mais de 100 clientes existentes já tinham registado interesse na plataforma, e o banco afirma que os candidatos podem receber uma decisão em menos de 24 horas. Não foi publicada nenhuma avaliação independente sobre taxas de aprovação, taxas de incumprimento ou impacto na inclusão financeira; o Ministro afirmou que o piloto seria acompanhado através de indicadores-chave de desempenho internos, com um relatório completo prometido após a conclusão dos 12 meses.
O lançamento suscitou escrutínio no Parlamento das Fiji. O deputado da oposição Faiyaz Koya questionou se tinham sido criadas novas regulamentações para cobrir esta "plataforma inteiramente nova", e o Ministro Assistente Sakiusa Tubuna questionou o governo sobre medidas concretas para prevenir violações de dados e garantir que a informação dos candidatos não é explorada pelo fornecedor nem alojada em servidores estrangeiros inseguros. A resposta do Ministro reiterou os compromissos de monitorização, mas não detalhou medidas concretas de proteção de dados, deixando essas questões regulatórias em aberto enquanto o piloto prossegue.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.