Fator de Espaço Verde e Pontos Verdes de Malmö — Pátios com pontuação de biodiversidade em Bo01 (Västra Hamnen)
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Gdańsk, atingida por cheias em 2001 e 2016, construiu mais de 50 reservatórios de retenção abertos e, desde 2018, jardins de chuva; a modelação indica redução de 18–30% do escoamento e as licenças de construção exigem retenção no local.
Após a cheia de 2001, a empresa municipal de águas Gdańskie Wody construiu mais de 50 reservatórios de retenção abertos ao longo dos cursos de água da cidade, além de várias estações de bombagem de águas pluviais. Análises publicadas indicam que, graças às obras na bacia do canal Radunia, não se registaram situações de emergência nessa bacia durante a chuva extrema de 14 de julho de 2016 (cerca de 129–160 mm em cerca de 16 horas na bacia do Strzyża), embora noutras bacias tenha havido centenas de intervenções dos bombeiros.
A partir de 2018 a empresa acrescentou uma segunda camada: jardins de chuva e outras soluções baseadas na natureza (cerca de uma dúzia de jardins de chuva em 2022). Um estudo de caso revisto por pares (Kasprzyk et al., Science of the Total Environment, 2022) concluiu que os jardins de chuva propostos poderiam reduzir o volume de escoamento em 18,1–30,2% e os caudais de ponta em 17,9–32,0% à escala da bacia, e que unidades individuais de biorretenção podem reduzir o escoamento até 97–98%, consoante o evento e a bacia. Estes valores de bacia são estimativas modeladas, não resultados medidos a longo prazo.
A política apoia a prática: os novos bairros residenciais devem recorrer a retenção baseada na natureza em vez de drenagem pluvial convencional, e qualquer projeto de drenagem deve prever retenção antes de ser emitida a licença de construção. A ficha de boas práticas «Urban Surface Retention» da Região do Mar Báltico (projetos Interreg IWAMA e BSR WATER) indica custos indicativos de cerca de 150 € por m³ de retenção para valas e 250–500 € por m³ para jardins de chuva em espaço urbano existente, cerca de 50% menos em novos desenvolvimentos.
Limitações: os reservatórios são engenharia convencional e não pagamentos por serviços de ecossistemas, os benefícios em carbono e biodiversidade não estão quantificados, e os dados de desempenho monitorizado a longo prazo dos jardins de chuva continuam limitados.
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