Projeto EthioTrees de Restauração de Terras Áridas (Tigré, Etiópia)
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O primeiro projeto de MDL de florestação da República Democrática do Congo prometia 4.200 hectares de plantação e 2,4 milhões de toneladas de CO2 sequestradas em 30 anos; em 2013 apenas cerca de 1.000 hectares tinham sido plantados, nenhum crédito chegou a ser verificado para venda, e comunidades indígenas Batwa relataram a perda de terras costumeiras.
Ibi-Batéké, no Planalto de Batéké perto de Mbankana (a cerca de 140 km de Kinshasa pela Estrada Nacional 1), foi registado em meados da década de 2000 como o primeiro projeto de florestação no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da República Democrática do Congo, desenvolvido pela empresa congolesa Novacel S.A., sob a direção de Olivier Mushiete, com pré-financiamento do BioCarbon Fund do Banco Mundial e da empresa francesa de carbono Orbeo, além de empréstimos da Umicore e da Suez.
O projeto foi promovido internacionalmente — incluindo numa reportagem do Banco Mundial de 2011 intitulada 'Comunidade do Congo vai usar pagamento de carbono para pôr os filhos na escola' — como uma plantação-modelo que estabeleceria 4.200 hectares de acácia, eucalipto e pinheiro (mais 230 hectares de restauração de espécies nativas) para fornecer carvão sustentável a Kinshasa, sequestrar cerca de 2,4 milhões de toneladas de CO2 ao longo de 30 anos e criar mais de 450 empregos.
Uma avaliação de 2013, divulgada no boletim do World Rainforest Movement e baseada numa avaliação do BioCarbon Fund, concluiu que os resultados ficaram muito aquém: apenas cerca de 1.012 hectares tinham efetivamente sido plantados (cerca de 25% da meta original), o balanço líquido de carbono estava próximo de zero no final de 2012, e nenhum crédito de carbono chegou a ser verificado ou vendido, apesar de o projeto ter sido formalmente validado no âmbito do MDL — a meta original de 500.000 créditos já tinha sido reduzida para 80.000 em 2012. Relatou-se que a Novacel estava cronicamente subcapitalizada, sustentada sobretudo pela venda de mandioca e não pela receita esperada do carvão, o que comprometeu o replantio necessário para sustentar quaisquer reivindicações futuras de carbono.
Separadamente, investigadores e organizações de defesa dos direitos indígenas, incluindo um estudo de caso da Aliança Internacional dos Povos Indígenas e Tribais das Florestas Tropicais, documentaram que o diretor da Novacel obteve título formal sobre cerca de 8.000 hectares ao converter terra costumeira em propriedade privada, terra sobre a qual comunidades Batwa (pigmeus) detinham reivindicações costumeiras pré-existentes, tendo sido relatadas queixas resultantes relacionadas com trabalho e direitos à terra.
Ibi-Batéké é aqui documentado como um caso de alerta: os números de plantação, carbono e emprego usados para promover o projeto internacionalmente foram substancialmente maiores do que aquilo que avaliações independentes posteriores constataram ter sido realmente entregue, e o processo de posse da terra em que se baseou terá deslocado reivindicações indígenas concorrentes.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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