Programa SASA! de Mobilização Comunitária contra a Violência por Parceiro Íntimo — Uganda
Uganda
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Um currículo de 21 sessões para casais, com ativismo comunitário, reduziu a violência conjugal no Ruanda rural: um ensaio aleatorizado encontrou mulheres 56% menos propensas e homens 46% menos propensos a relatar violência após 24 meses.
O Indashyikirwa ("Agentes de Mudança") é um programa de prevenção da violência entre parceiros íntimos implementado entre 2014 e 2018 em sete distritos do Ruanda (Rwamagana, Kayonza, Bugesera, Burera, Musanze, Rubavu e Nyabihu) pela CARE International Ruanda, pela Rwanda Women's Network e pelo Rwanda Men's Resource Centre (RWAMREC), no âmbito do programa global "What Works to Prevent Violence" do departamento britânico para o desenvolvimento internacional (DFID).
O programa combina quatro componentes: um currículo para mulheres, um currículo para homens, um currículo de 21 sessões para casais heterossexuais participantes em associações de poupança e crédito comunitárias (VSLA), e ativismo comunitário liderado por "Campeões e Campeãs" formados, que promovem relações equitativas e não violentas. O impacto foi testado através de um ensaio controlado e aleatorizado por conglomerados em 28 setores, comparando o programa comunitário completo com um grupo de controlo apenas com poupança; dentro dos setores participantes, os casais foram ainda aleatorizados entre o currículo de 21 sessões e a atividade padrão de poupança.
Aos 24 meses, as mulheres nas comunidades de intervenção relataram significativamente menos violência física e/ou sexual no último ano do que as do grupo de controlo (risco relativo ajustado de 0,44; IC 95% 0,34-0,59), e os homens relataram significativamente menos perpetração de violência física e/ou sexual (risco relativo ajustado de 0,54; IC 95% 0,38-0,75). A intervenção foi mais eficaz a interromper violência já existente do que a prevenir o seu início em relações sem histórico prévio — uma nuance que os avaliadores relataram com honestidade, sem sobrestimar o alcance do programa.
O modelo exige muitos recursos (21 sessões estruturadas, a par de mobilização comunitária paralela, ao longo de cerca de dois anos) e a sua evidência mais forte provém de um único ensaio rural no Ruanda; a replicação independente noutros contextos reforçaria o caso para uma transferência mais ampla. As organizações implementadoras têm continuado a realizar novas fases do programa para além do piloto original.
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