Projeto EthioTrees de Restauração de Terras Áridas (Tigré, Etiópia)
Etiópia
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A mineração de fosfato deixou 80% dos 21 km² do Nauru numa paisagem lunar de calcário; a estatal Nauru Rehabilitation Corporation quer recuperar um quarto do planalto minerado de Topside em 20 anos, mas 25 anos depois só uma cova foi reabilitada.
A extração de fosfato retirou o solo superficial do "Topside", o planalto central elevado que cobre a maior parte de Nauru, uma ilha do Pacífico com 21 km². Isto deixou uma "paisagem lunar" cársica de pináculos calcários irregulares que atualmente cobre cerca de 80% da superfície da ilha. Na sequência de uma reivindicação jurídica de Nauru contra a Austrália, na década de 1990, relativa aos danos históricos da extração mineira, e de um acordo subsequente, o parlamento de Nauru criou a Nauru Rehabilitation Corporation (NRC), uma entidade estatutária, através de legislação de 1997, operacional a partir de 1999, para planear e executar a recuperação dos terrenos explorados.
Em 2019, o diretor da NRC, Peter Jacob, disse à Radio New Zealand que a corporação pretendia restaurar cerca de 25% do Topside no prazo de 20 anos, estimando o custo total da restauração em 1,014 mil milhões de dólares americanos, distribuídos por um horizonte projetado de 100 anos, um valor divulgado sem discriminação adicional dos custos.
Uma consultora neozelandesa (Calibre Consulting) analisou as opções de restauração. Até à data, os relatos independentes descrevem apenas a área da Cova 6 (Pit 6) como tendo sido objeto de trabalhos substanciais de reabilitação, inicialmente proposta para reutilização como estabelecimento prisional. Um plano diretor mais recente, a "Higher Ground Initiative", e uma aldeia-piloto "inteligente" associada, com 8 hectares em terrenos governamentais, estão a testar agrossilvicultura, culturas de cobertura fixadoras de azoto e sistemas de captação de água da chuva em parcelas degradadas, com parceiros regionais que incluem a Comunidade do Pacífico (SPC) e a FAO.
Investigadores independentes que estudaram as terras exploradas de Nauru descrevem a reabilitação como tecnicamente difícil, uma vez que o terreno cársico carece de solo superficial, e assinalam que as tentativas de restabelecer a vegetação e o solo tiveram, até agora, um sucesso limitado.
As metas de área e custo a longo prazo da NRC devem ser interpretadas como um plano aspiracional e multigeracional, e não como um resultado alcançado; trata-se de um esforço de restauração genuíno, gerido pelo Estado, mas cujo progresso comprovado continua modesto em relação à sua escala.
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