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Good practice

One Man Can — Campanha de Mobilização Comunitária da Sonke Gender Justice Contra a Violência Baseada no Género

África do Sul · Cape Town · Ver o perfil de África do Sul

A campanha One Man Can, da Sonke Gender Justice, mobiliza homens e rapazes sul-africanos através de workshops e ação comunitária contra a violência baseada no género. Um ensaio controlado aleatorizado por clusters (2012–2014) mostrou mudanças nas atitudes dos homens, mas sem redução significativa na perpetração de violência.

One Man Can — Campanha de Mobilização Comunitária da Sonke Gender Justice Contra a Violência Baseada no Género

Detalhes

Promotor
Sonke Gender Justice
Período
2006–present
Palavras-chave
gender-based violence prevention, community mobilization, masculinities, HIV prevention

Descrição

Lançada em Joanesburgo e na Cidade do Cabo em novembro de 2006, a campanha One Man Can da Sonke Gender Justice recorre a workshops de vários dias, mobilizadores comunitários formados e ações de advocacia local para envolver homens e rapazes na prevenção da violência baseada no género (VBG) e de comportamentos de risco associados ao VIH. Desde então, foi adaptada a outros contextos africanos, incluindo o Sudão.
Um ensaio controlado aleatorizado por clusters em 22 aldeias do local de vigilância demográfica e de saúde de Agincourt (Mpumalanga, África do Sul), realizado entre abril de 2012 e junho de 2014, apurou que mais de um terço dos homens entre os 18 e os 35 anos nas aldeias de intervenção participou em pelo menos um workshop. O ensaio registou uma melhoria estatisticamente significativa nas atitudes de igualdade de género autorrelatadas pelos homens e uma tendência não significativa para menor vitimização por violência do parceiro íntimo entre as mulheres (razão de probabilidades ajustada de 0,53; IC 95%: 0,24–1,16) — mas nenhuma redução significativa na perpetração de violência autorrelatada pelos homens, o principal resultado visado pelo programa (Treves-Kagan et al., 2019, Culture, Health & Sexuality).
Trabalho qualitativo anterior (Dworkin et al., 2013, Men and Masculinities; van den Berg et al., 2013, Gender & Development) documentou mudanças nos relatos dos participantes sobre paternidade e educação dos filhos, mas baseou-se em autorrelatos retrospetivos sem grupo de controlo. Alguns números amplamente divulgados (por exemplo, que 50% dos participantes "tomaram medidas" contra a VBG) não puderam ser confirmados numa avaliação primária localizável e não são utilizados aqui.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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