Urbanismo Social de Medellín — Teleféricos, Escadas Rolantes e Acupuntura Urbana
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Desde 1994, o fundo PRODEL, da Nicarágua, combina pequenas subvenções para infraestrutura de bairro com microcrédito habitacional e empresarial nos municípios fundadores, beneficiando 38.000 famílias de baixo rendimento e financiando 260 projetos comunitários, segundo uma avaliação independente da Sida.
No início da década de 1990, cidades secundárias nicaraguenses como Estelí, León, Chinandega, Ocotal e Somoto tinham grandes bairros de baixos rendimentos sem infraestrutura básica — drenagem, passeios, pontos de água — sem qualquer mecanismo municipal para financiar pequenas obras priorizadas pela comunidade ou conceder crédito a residentes excluídos do sistema bancário formal.
Criar um fundo de nível municipal capaz de financiar pequenas obras de infraestrutura priorizadas pela comunidade e conceder crédito a residentes excluídos do sistema bancário formal, mantendo a tomada de decisões próxima dos residentes.
O PRODEL, criado em 1994 com financiamento da cooperação sueca para o desenvolvimento (Sida), criou um fundo de nível municipal com três janelas interligadas: pequenas subvenções cofinanciadas por residentes e governo local para infraestrutura de bairro escolhida através de assembleias comunitárias; microcrédito para melhoria habitacional; e crédito a microempresas para negócios informais, administrado localmente.
Até ao final da década de 1990, o PRODEL tinha financiado 260 projetos de infraestrutura e desenvolvimento comunitário em 155 bairros, concedido cerca de 4.168 empréstimos para melhoria habitacional e 12.451 empréstimos a microempresas, e alcançado cerca de 38.000 famílias — cerca de 48% da população dos seus municípios fundadores. O cofinanciamento totalizou cerca de 18 milhões de dólares, repartidos aproximadamente entre 50% PRODEL, 34% governo local e 13,7% contribuições dos residentes/beneficiários, mantendo o fundo de crédito uma taxa de incumprimento baixa.
Após a primeira fase (1994–1998), o PRODEL expandiu-se de cinco para oito municípios nicaraguenses e continuou a operar em fases subsequentes; avaliações académicas atribuem a sustentabilidade à sua estrutura participativa e administrada localmente, mas notam que as subvenções de infraestrutura permaneceram de pequena escala face às necessidades de toda a cidade, e que o sucesso continuado depende de os governos municipais manterem os compromissos de cofinanciamento e a disciplina de crédito.
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