Os incêndios florestais têm cada vez mais origem em falhas de equipamento elétrico envelhecido — uma linha caída, um conector avariado — que produzem arcos elétricos e lançam faíscas sobre vegetação seca. O Gabinete de Cibersegurança, Segurança Energética e Resposta a Emergências (CESER) do Departamento de Energia dos EUA e os Sandia National Laboratories estão a desenvolver um relé de proteção baseado em IA concebido para detetar e isolar essas falhas antes de poderem incendiar-se.
No âmbito do programa de Resiliência da Rede Elétrica a Incêndios Florestais da Sandia, o componente 'Instant Arc Detection' analisa dados de sensores de alta velocidade e, segundo o DOE, consegue localizar e isolar uma falha cerca de 100 vezes mais depressa do que o equipamento de proteção convencional, com deteção alcançada em menos de quatro milissegundos em testes de protótipo numa microrrede. O programa mais amplo inclui ainda o PyroKit, uma ferramenta de mapeamento de risco de incêndio e planeamento de cortes de energia por segurança pública atualmente em fase de avaliação junto de empresas de eletricidade; o SMOKEWISE, que modela como o fumo dos incêndios reduz a geração solar em projeções de planeamento da rede a 30 anos; e a Grid Event Signature Library, uma biblioteca pública de dados anonimizados de tensão e corrente, destinada a permitir que qualquer empresa de eletricidade ou investigador treine os seus próprios modelos de deteção de incêndios.
A Sandia identifica a Public Service Company of New Mexico (PNM) entre os seus parceiros do setor elétrico e, de acordo com a atualização do programa de agosto de 2025, 'está atualmente em curso o planeamento para testar a solução de relé de proteção baseada em IA nos sistemas de distribuição de eletricidade dos parceiros' — ou seja, os números de desempenho divulgados provêm de testes laboratoriais e de protótipo, não de uma implementação de campo concluída.
Trata-se de um programa federal de investigação em fase inicial, e não de um sistema operacional comprovado, e a sua precisão real de deteção de falhas em condições efetivas da rede continua por demonstrar; a evidência aqui apresentada deve ser lida como resultados de bancada promissores, e não como impacto verificado em campo.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.