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Seul converteu uma autoestrada elevada dos anos 1970 num passeio botânico de cerca de 1 km com 24.000 plantas de 228 espécies. A cidade reivindica 16,7 milhões de visitantes desde 2017, mas relatos independentes e um estudo de 2026 encontraram resultados mistos.
Em maio de 2017, o Governo Metropolitano de Seul reabriu uma autoestrada elevada em desuso, dos anos 1970, junto à Estação de Seul, como “Seoullo 7017”, um jardim suspenso pedonal de cerca de 1 quilómetro, concebido pelo arquiteto neerlandês Winy Maas (MVRDV). A conversão, com um custo de cerca de 60 mil milhões de wons (cerca de 50 milhões de dólares), plantou 24.000 plantas em 645 vasos de árvores, abrangendo 228 espécies e subespécies de 50 famílias botânicas, com o objetivo explícito de esverdear um corredor de transportes centrado no automóvel e de mitigar o efeito de ilha de calor urbana.
O Governo Metropolitano de Seul relata cerca de 16,7 milhões de visitas desde a abertura — uma média de cerca de 20.000 pessoas por dia — com base em números extrapolados a partir de imagens de CCTV.
O acompanhamento independente tem sido mais misto. Dois anos após a abertura, o Korea Times noticiou que o passeio “tem pouco apelo para os visitantes”, citando uma afluência reduzida a meio da semana e queixas sobre uma paisagem exposta, dominada por vasos. Uma avaliação académica longitudinal publicada na revista Sustainability (MDPI, 2026), que acompanhou o local entre agosto de 2017 e janeiro de 2026, concluiu que o Seoullo funciona bem como atração turística segura, limpa e esteticamente valorizada, mas identificou lacunas de conceção e manutenção que limitam os benefícios pretendidos em termos de biodiversidade e mitigação do calor.
Como a vegetação está em floreiras elevadas e não em solo aberto, o projeto oferece uma infiltração do solo ou um benefício de retenção de águas pluviais limitados, e não foi publicada nenhuma medição independente de sequestro de carbono do local; o seu valor documentado reside sobretudo no espaço verde pedonal e no (contestado) envolvimento dos visitantes, e não em resultados mensuráveis de serviços ecossistémicos.
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