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Acordo de Carbono Azul do Estuário do Rio Sherbro — Proteção de Mangais com Base em Justiça do Carbono (Serra Leoa)

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Em outubro de 2025, 124 comunidades da Ilha de Sherbro, Serra Leoa, assinaram um acordo de carbono azul de 50 anos com a West Africa Blue para proteger ~79.000 hectares de mangais, garantindo 40-52,5% da receita de créditos de carbono às comunidades.

Acordo de Carbono Azul do Estuário do Rio Sherbro — Proteção de Mangais com Base em Justiça do Carbono (Serra Leoa)

Detalhes

Promotor
West Africa Blue, with Namati Sierra Leone and Verra
Período
October 2025 signing; 50-year agreement, first credit sales expected end of 2026
Palavras-chave
blue carbon, mangrove conservation, community forestry, carbon markets

Descrição

O estuário do rio Sherbro, na Serra Leoa, abriga cerca de metade dos mangais remanescentes do país, mas o desmatamento ali avança a cerca de 1,7% ao ano desde 2012, impulsionado pelo corte de lenha e pela conversão de terras. Em outubro de 2025, 124 comunidades do estuário assinaram um acordo de partilha de benefícios com a West Africa Blue, uma empresa desenvolvedora sediada nas Maurícias, cobrindo a proteção de cerca de 79.000 hectares de mangais, com um impacto potencial ao longo da vida do projeto superior a 3 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
A filial serra-leonesa da Namati, uma ONG norte-americana de empoderamento jurídico, passou cerca de três anos a ajudar as comunidades de Sherbro a negociar o acordo, aplicando seis princípios de 'justiça do carbono' baseados na experiência de uma rede global de organizações de base com projetos de carbono anteriores. As comunidades têm garantidos 40-52,5% da receita bruta dos créditos de carbono (variável por fase), o governo da Serra Leoa recebe 7,5-15%, e uma Organização de Benefícios Comunitários tripartida (três representantes comunitários, três da empresa e três independentes) supervisiona a gestão dos fundos, com os pagamentos às comunidades divulgados no prazo de 45 dias após qualquer venda de créditos.
Já estão a chegar benefícios iniciais, para além do carbono: mais de 2.500 fogões eficientes foram distribuídos para reduzir a dependência das famílias da madeira de mangal como combustível, estando previstos fornos de secagem de peixe e equipamento de processamento. O projeto está certificado pela metodologia da Verra, utilizando uma linha de base descrita pelos promotores como conservadora, destinada a responder a críticas anteriores às metodologias de compensação de carbono terrestre e azul.
As reportagens sobre o acordo são francas quanto aos riscos: a Verra já foi alvo de escrutínio sério depois de investigações terem revelado que alguns dos seus projetos terrestres de carbono florestal geraram muito menos benefícios climáticos do que o alegado; académicos independentes descrevem 'problemas de qualidade' por resolver em muitos tipos de compensação; o quadro de compradores não exclui explicitamente empresas de combustíveis fósseis como compradoras de créditos; e o histórico pós-guerra civil de apropriação de terras por investidores externos na Serra Leoa deixou as comunidades cautelosas. Ainda não foram vendidos créditos e os resultados reais em termos de carbono e biodiversidade do projeto continuam por verificar de forma independente.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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