Programa de Re-humidificação de Turfeiras da Região de Moscovo (Rússia)
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A Snowchange Cooperative, uma ONG liderada por comunidades indígenas e locais, tem re-humidificado e renaturalizado turfeiras boreais na Finlândia — incluindo o pântano de Linnunsuo (110 ha) e 874 ha da bacia de Koitajoki (até 2023) — sem procurar créditos de carbono, citando metodologias de GEE ainda por resolver para turfeiras boreais.
A Snowchange Cooperative é uma ONG finlandesa fundada em 2000, com raízes nas comunidades indígenas sami e nas comunidades locais da Carélia. Em 2017, lançou o Programa de Rewilding da Paisagem com a Rewilding Europe e o Natural Capital Finance Facility do Banco Europeu de Investimento (cerca de 1,2 milhões de euros ao longo de cinco anos) para restaurar turfeiras boreais drenadas, florestas e rios.
O programa visa restaurar turfeiras boreais drenadas, florestas e rios através de cogestão comunitária e indígena, explorando — sem sobrevalorizar — o valor climático e de biodiversidade dos locais restaurados.
Linnunsuo, um antigo local de extração de turfa de 110 ha adquirido pela Snowchange em 2017 perto de Selkie (Kontiolahti, Carélia do Norte), foi reumedecido e é atualmente uma Área de Conservação Indígena e Comunitária (ICCA) reconhecida pela IUCN. A restauração da bacia do Koitajoki (2020-2026), a maior restauração de uma bacia fluvial na história da Finlândia, tinha reumedecido 874 ha de turfeira até dezembro de 2023, a caminho de cerca de 1.500 ha até 2025. A governação assenta na cogestão com a aldeia de Selkie, associações de caçadores locais e comunidades sami skolt no local do rio Njauddam.
Linnunsuo alberga mais de 185 espécies de aves e até 100.000 gansos migratórios que ali pernoitam durante a época. Apesar do carbono armazenado nestas turfeiras, a Snowchange não avançou para a certificação de créditos Puro.earth ou Verra/VCS, uma vez que a análise de parceiros concluiu não existir uma metodologia de referência de gases com efeito de estufa validada para os mais de 50 tipos distintos de turfeiras da Finlândia.
A ausência de uma metodologia de GEE validada é apresentada como uma ilustração honesta do fosso entre a restauração ecológica e a contabilização de carbono certificável em contextos boreais. O programa foi reconhecido internacionalmente com o Prémio St Andrews para o Ambiente (2021) e o Prémio Ambiental Goldman (2023).
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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