Mpingo Conservation & Development Initiative (Tanzania)
Tanzânia
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Programa tailandês de carbono em manguezal costeiro (T-VER, março 2023): 98 comunidades protegendo 34 456 ha em acordos de 30 anos (US$ 78/ha no 1.º ano, US$ 35/ha depois); investigadores assinalam a repartição 70/20/10 e a capacidade de monitorização como fragilidades.
O Programa de Manguezais Comunitários Costeiros para Créditos de Carbono da Tailândia foi lançado em março de 2023 pelo Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros (DMCR), no âmbito do Ministério dos Recursos Naturais e do Ambiente. Utiliza a norma nacional de carbono T-VER (Thailand Voluntary Emission Reduction) para registar acordos de conservação de manguezais costeiros entre comunidades piscatórias locais e empresas privadas.
O programa visa proteger e restaurar manguezais para gerar créditos de carbono, com uma meta nacional de 500.000 rai (80.000 ha) até 2031, proporcionando ao mesmo tempo rendimento às comunidades costeiras pela conservação de ecossistemas de carbono azul.
As comunidades celebram acordos de proteção de 30 anos com empresas privadas, recebendo THB 450/rai (~78 USD/ha) no primeiro ano e THB 200/rai (~35 USD/ha) nos anos seguintes. A receita do programa é repartida em 70% para as empresas privadas, 10% para o DMCR e 20% para as comunidades. Num caso documentado, um grupo de conservação de três aldeias na província de Ranong registou 1.881 rai (301 ha), ganhando THB 391.875 por ano mais um bónus de assinatura de THB 200.000.
No primeiro período de relato do programa, 98 comunidades costeiras aderiram, registando 215.348 rai (aproximadamente 34.456 hectares) de floresta de mangal para créditos de carbono, face a uma meta nacional de 500.000 rai (80.000 ha) até 2031.
Observadores independentes levantaram preocupações quanto à repartição de receitas 70/20/10, que limita o benefício financeiro das comunidades, disputas de terras persistentes, restrições à recolha tradicional de madeira e capacidade técnica limitada para verificação independente de carbono. A Lei das Alterações Climáticas da Tailândia, esperada para 2024, pretende reforçar o quadro regulatório antes de o programa se expandir.
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