O Mandato de Fibra Universal de 100 Mbps da Andorra Telecom — Do Fim do Cobre a uma Rede Nacional de 10 Gbps
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As Ilhas Faroé atingem 97,6% de penetração de internet graças a cabos submarinos, mas em meados de 2026 mais de um terço das novas ligações de fibra até casa estavam inativas depois de a operadora estatal NET ficar sem financiamento, obrigando-a a suspender o rollout e a recorrer a ligações sem fios.
Dois cabos submarinos de longa distância — o SHEFA-2, que liga as Faroé às Ilhas Shetland e à Escócia continental (concluído em 2008), e o FARICE-1, que liga as ilhas à Islândia e à Escócia (2004, atualmente a transportar mais de 3 Tbps de tráfego juntamente com o cabo irmão IRIS desde 2023) — dão aos cerca de 55.000 residentes deste remoto arquipélago do Atlântico Norte uma largura de banda internacional comparável à de economias muito maiores. Os dados da operadora e de agregadores independentes confirmam o resultado: a DataReportal registou 97,6% dos residentes das Faroé como utilizadores de internet no início de 2024, e dados do Banco Mundial situam as subscrições de banda larga fixa em 34,6 por 100 habitantes em 2022.
Estender essa espinha dorsal a cada casa revelou-se mais difícil. A estatal Føroya Tele, através da subsidiária NET, gastou uma estimativa de 270 milhões de coroas dinamarquesas na instalação de ligações de fibra até casa, com o custo por habitação a subir de uma estimativa inicial inferior a 20.000 DKK para mais de 30.000 DKK. Em meados de 2026, informações atribuídas ao diretor-geral da NET, Páll H. Vesturbú, indicavam que mais de um terço das cerca de 10.500 ligações que a Føroya Tele tinha descrito como "instaladas junto dos clientes" estavam fisicamente cabladas mas não ativadas — depois de um deputado ter questionado publicamente o ministro das telecomunicações sobre o progresso paralisado e alegado que a empresa-mãe não tinha financiado adequadamente o rollout. A NET respondeu suspendendo toda a nova instalação de fibra para redirecionar recursos para a ativação das ligações inativas já existentes, e algumas famílias estão agora a receber banda larga sem fios em alternativa.
O caso das Faroé é um resultado genuinamente misto: uma conectividade internacional robusta e redundante garantiu um uso de internet quase universal, mas a fase mais difícil — completar fisicamente a rede de fibra doméstica de uma população pequena e dispersa — esbarrou em custos acima do previsto e em falhas de financiamento que mesmo um território próspero e bem conectado tem tido dificuldade em resolver — um alerta contra assumir que o investimento na espinha dorsal, por si só, garante o alcance total a nível doméstico.
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