Monitorização Eletrónica de Agressores de Violência Doméstica de Alto Risco — Geórgia
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Desde 2012, a Lei n.º 6284 da Turquia permite que tribunais e polícia emitam rapidamente ordens de proteção e de prevenção para sobreviventes de violência doméstica, apoiadas pela linha ALO 183, disponível 24 horas. As ordens aumentaram muito, mas a monitorização de feminicídios mostra que as falhas na aplicação persistem mais de uma década depois.
A Lei n.º 6284 da Turquia sobre a Proteção da Família e a Prevenção da Violência contra as Mulheres (2012) permite que a polícia, o Ministério Público e os tribunais emitam ordens preventivas contra os agressores e ordens de proteção para as sobreviventes, por até seis meses, inspirando-se em parte no quadro da Convenção de Istambul do Conselho da Europa. A linha de apoio social ALO 183, disponível 24 horas por dia e gerida pelo Ministério da Família e dos Serviços Sociais, é um dos principais pontos de acesso à lei, recebendo denúncias de violência e coordenando pedidos de ordens de proteção.
Dados do Ministério da Justiça citados pela Human Rights Watch mostram um forte aumento no uso da lei: as ordens preventivas subiram de 139.218 em 2016 para 272.870 em 2021, e as ordens de proteção de 1.801 para 10.401 no mesmo período.
No entanto, a monitorização independente constata que o aumento do número de ordens não se traduziu em maior segurança. O relatório de 2022 da Human Rights Watch documenta que os tribunais frequentemente não sancionam as violações, e regista que, das 307 mulheres mortas em 2021, 38 tinham uma ordem de proteção ativa no momento da sua morte. A plataforma da sociedade civil 'We Will Stop Femicide' registou 394 mulheres mortas em 2024, o total anual mais elevado desde o início do acompanhamento, precisamente quando a Turquia se retirou da Convenção de Istambul em 2021, sob pressão política para enfraquecer a lei.
A ONU Mulheres associou-se ao Ministério da Justiça (2022-2023) para produzir um guia de implementação destinado a juízes e procuradores, com o objetivo de colmatar estas falhas de aplicação. A lei e a linha de apoio continuam em vigor, tornando este um caso em que existe um instrumento jurídico bem concebido e muito utilizado, mas que ainda não produziu o resultado protetor para o qual foi criado — um alerta contra a equiparação entre o volume de ordens emitidas e a segurança real das sobreviventes.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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