O programa Acorn, desenvolvido pelo Rabobank com a ONG parceira Solidaridad e, no Peru, a Lutheran World Relief (parte da Corus International), paga a pequenos agricultores de café pelo carbono removido através da plantação de árvores nativas de sombra e frutíferas nas suas parcelas de café existentes. A Metodologia Agroflorestal Acorn para Agrofloresta de Pequena Escala foi certificada pela Plan Vivo Foundation em novembro de 2021 e está sujeita a revisão anual contínua; o crescimento do carbono é medido, não apenas projetado, usando imagens de satélite, aprendizagem automática e LiDAR, com certificados emitidos a posteriori, apenas depois de o sequestro ter efetivamente ocorrido.
Na região de San Martín, no Peru, cerca de 1.000 produtores de café estão inscritos, integrando espécies arbóreas adicionais nas suas parcelas. Segundo os dados mais recentes, o grupo de San Martín já removeu mais de 10.000 toneladas de CO2 e gerou cerca de €160.000 em pagamentos de benefício comunitário. Os produtores recebem um preço mínimo garantido de €20 por tonelada de CO2 (com vendas de mercado no programa a atingir €31/tonelada noutros locais), e 80% da receita dos certificados vai diretamente para os produtores, com 10% para a plataforma Acorn e 10% para a ONG implementadora.
Em meados de 2024, a parceria Acorn na América Latina (que abrange Peru e Colômbia) já envolvia cerca de 11.500 pequenos participantes, sobretudo produtores de cacau e café, com planos de expansão para as Honduras, Brasil, México e América Central. Como os pagamentos só começam cerca de três anos após a plantação — quando as árvores são de facto detetáveis por satélite —, os agricultores enfrentam um hiato de vários anos antes de receberem rendimento de carbono, e o modelo a posteriori torna esse rendimento inerentemente variável, dependendo da sobrevivência e crescimento real das árvores, em vez de garantido no momento da inscrição.
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