A Be My Eyes foi fundada em Copenhaga em 2015 por Hans Jørgen Wiberg, que sofre de retinose pigmentar, para ligar pessoas cegas ou com baixa visão a voluntários videntes através de videochamada em tempo real, para tarefas do dia a dia como ler rótulos, verificar prazos de validade ou orientar-se em espaços desconhecidos.
Em 2023, a aplicação passou a incluir o "Be My AI", uma funcionalidade de descrição de imagens baseada em GPT-4 que atingiu um milhão de sessões cerca de duas semanas após o lançamento da versão beta aberta. Em janeiro de 2025, a empresa reportava mais de 750 mil utilizadores cegos ou com baixa visão e mais de 8 milhões de voluntários em 150 países. Uma versão empresarial, apresentada num estudo de caso conjunto com a Microsoft, é usada no Disability Answer Desk da Microsoft, onde as empresas reportam que a IA resolve os casos em cerca de quatro minutos, contra doze minutos com um agente humano, com uma taxa de resolução superior a 90%.
A empresa angariou uma ronda de financiamento de 6,1 milhões de dólares em janeiro de 2025, no seu décimo aniversário, liderada pela Enable Ventures, com participação da National Federation of the Blind dos EUA.
Ressalva: praticamente todos os números de utilização e impacto — utilizadores, voluntários, tempos de resolução da IA — são autorreportados pela Be My Eyes ou publicados em conjunto com parceiros empresariais como a Microsoft. Não foi identificada nenhuma avaliação independente e revista por pares sobre o impacto real da Be My Eyes na vida de pessoas cegas ou com baixa visão.
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