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Ley Pompón — Lei Nacional de Proteção das Turfeiras do Chile

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A 'Ley Pompón' chilena de 2024 proíbe a extração de turfa e regula a colheita de musgo Sphagnum em cerca de 3,2 a 4 milhões de hectares de turfeiras; uma investigação independente revelou que as alegações de mais de 20 mil famílias dependentes superavam largamente as 1.357 pessoas efetivamente certificadas para colher.

Ley Pompón — Lei Nacional de Proteção das Turfeiras do Chile

Details

Promoter
Ministry of Agriculture (SAG) / Ministry of Environment, Government of Chile
Period
2018-present
Keywords
peatland protection law, Sphagnum moss harvesting regulation, non-wood forest product, carbon stock protection

Description

Após quase seis anos de debate legislativo, o Chile promulgou a Lei 21.660 ("Ley Pompón") em março de 2024, retirando as turfeiras da jurisdição do código de mineração e proibindo a extração de turfa em todo o país, ao mesmo tempo que estabelece um regime regulado para a colheita sustentável do musgo vivo Sphagnum magellanicum — um produto hortícola comercializado globalmente, exportado sobretudo para mercados do Sudeste Asiático. O serviço florestal chileno (CONAF) estima que a lei afeta cerca de 3,2 milhões de hectares de turfeira, concentrados nas regiões de Los Ríos, Los Lagos, Aysén e Magallanes, embora investigadores académicos (CR2, o centro chileno de ciência do clima) situem a extensão das turfeiras da Patagónia acima de 4 milhões de hectares — um lembrete de que o mapeamento nacional de turfeiras ainda apresenta incerteza real.

A regulamentação assenta em taxas documentadas de regeneração do musgo de apenas 2,5 a 5 mm por ano em Magallanes e cerca de 4 mm por ano em Aysén, o que significa que uma tira colhida de 15 cm precisa de cerca de 30 a 60 anos para voltar a crescer — a base das exigências de plano de colheita e certificação de formação da lei, em vez de uma proibição total. No período de 2019-2023, os registos oficiais do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) mostram que 1.357 pessoas, a nível nacional, completaram a formação obrigatória em sustentabilidade, com 270 planos de colheita submetidos.

Uma investigação independente da CIPER Chile revelou que a pressão da indústria durante o debate legislativo inflacionou progressivamente as alegações de emprego — de 3.000 pessoas (2021) para mais de 20.000 famílias (2023) — sem que nenhuma fosse comprovada face aos próprios registos de certificação do SAG, o que provavelmente contribuiu para que a lei final permitisse a colheita de musgo em vez da "proteção total" originalmente proposta em 2018. O episódio constitui um caso raro e bem documentado de verificação jornalística independente a responsabilizar a legislação ambiental perante provas reais, e não alegações económicas não verificadas.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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