Avaliação 'two-lane' da Universidade de Sydney para a era da IA
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Um piloto de tutoria com IA financiado pelo Banco Mundial em 171 escolas publicas salvadorenhas obteve resultados no PISA-for-Schools que o governo diz rivalizar com Alemanha e Suecia, mas a amostra foi autosselecionada por infraestrutura e disposição a participar, não aleatoria, e o PISA nacional de 2025 mostrou ganhos bem menores.
AprendES ('Acelerando el Aprendizaje en El Salvador con Innovación Digital') é um projeto de modernização educativa financiado pelo Banco Mundial no valor de 501 milhões de dólares, aprovado em março de 2026 e conduzido pelo Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia de El Salvador (MINEDUCYT), sob a ministra Karla Trigueros.
Combinar dispositivos, conectividade, plataformas digitais, acompanhamento de professores e diretores, materiais pedagógicos e uma ferramenta de tutoria com IA que gera exercícios, responde a perguntas e se adapta ao nível de cada aluno, com a ambição do governo de alcançar todas as escolas públicas no prazo de 18 meses.
O piloto começou em meados de 2025 num pequeno grupo de escolas e tinha-se expandido para mais de 1.000 escolas públicas até setembro de 2026. Em junho de 2026, o instrumento PISA-for-Schools da OCDE foi aplicado a 1.198 alunos voluntários em 171 escolas participantes, escolhidas pela prontidão de infraestrutura, conectividade e disponibilidade para participar, e não de forma aleatória.
O presidente Bukele anunciou que as escolas piloto participantes obtiveram pontuações acima da média nacional em leitura, matemática e ciências, comparáveis às médias da Alemanha e da Suécia no PISA 2022. O próprio exercício PISA 2025, nacionalmente representativo (7.073 alunos em 278 escolas), mostrou pontuações estáveis em matemática e leitura, com melhoria apenas em ciências — um quadro bem mais modesto.
Nenhuma avaliação independente isolou até que ponto o ganho das escolas piloto, a existir, é atribuível especificamente ao tutor de IA, em vez de aos restantes elementos combinados ou à seleção não aleatória de escolas mais bem apetrechadas e disponíveis para participar. O próprio Bukele reconheceu que os resultados 'não provam que todas as escolas salvadorenhas foram transformadas', e o Banco Mundial classificou-os como 'surpreendentes e muito encorajadores', alertando ao mesmo tempo que alargar a modernização a todo o sistema continua a ser 'um esforço imenso'.
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