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Construído no antigo terreno do Aeroporto Atatürk, o Jardim Nacional de Istambul, com 121,5 hectares, abriu em novembro de 2025 com mais de 20.000 árvores e um curso de água de 2,5 km, integrado num programa de 15 jardins em Istambul, apesar de uma decisão do Conselho de Estado que anulou o concurso do projeto.
O Ministério do Ambiente, Urbanização e Alterações Climáticas da Turquia converteu parte do desativado Aeroporto Atatürk, em Istambul, num "jardim nacional" de 1.215.000 m2 (cerca de 121,5 hectares), inaugurado a 1 de novembro de 2025 como o maior parque urbano do país. O local foi plantado com mais de 20.000 árvores e mais de 1.000.000 m2 de relvado, e inclui um curso de água artificial de 2,5 quilómetros, nove entradas e sete colinas simbólicas que representam os distritos de Istambul; segundo as autoridades, foi concebido para abrigar até 165.000 pessoas em situações de emergência.
O parque é um dos 15 jardins nacionais que o Ministério já abriu em Istambul, com mais 27 em construção a nível nacional, rumo a uma meta declarada de 100 milhões de metros quadrados de novos espaços verdes até 2028.
O projeto tem também suscitado críticas jurídicas e políticas persistentes. O Conselho de Estado da Turquia (Danıştay) emitiu uma decisão, noticiada em fevereiro de 2024, que anulou o concurso/autorização do jardim do Aeroporto Atatürk por motivos processuais, mas a construção prosseguiu mesmo assim. De forma mais ampla, reportagens independentes revelaram que a Administração de Desenvolvimento Habitacional (TOKİ) gastou cerca de 213,9 milhões de liras turcas (cerca de 6,6 milhões de dólares) em apenas 11 concursos de jardins nacionais entre janeiro e maio de 2024, e figuras da oposição e grupos ambientalistas criticaram os processos de concurso do programa e, em casos como o do jardim nacional do Lago Salda, a ausência de uma avaliação de impacto ambiental concluída antes do início da construção.
Como parque concebido com relvados, pavimentação e um curso de água artificial, em vez de habitat restaurado, o contributo do local para a biodiversidade ou para o armazenamento de carbono nos ecossistemas não está documentado nas fontes disponíveis; o seu valor documentado reside sobretudo no espaço verde público, no potencial de arrefecimento urbano e na capacidade de abrigo de emergência, contrabalançado por preocupações reais de governação.
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