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Restauração Ecológica de Manguezais Baseada na Comunidade na Baía de Jiquilisco — Restauração Hidrológica Sem Plantio (El Salvador)

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Desde 2011, a Asociación Mangle e comunidades costeiras reabriram mais de 10 km de canais de maré assoreados na Baía de Jiquilisco, permitindo a regeneração natural de centenas de hectares de manguezal sem plantio — um acompanhamento de 12 anos em 2023 confirmou a recuperação.

Restauração Ecológica de Manguezais Baseada na Comunidade na Baía de Jiquilisco — Restauração Hidrológica Sem Plantio (El Salvador)

Detalhes

Promotor
Asociación Mangle; Mangrove Action Project (MAP); EcoViva
Período
2011-2023
Palavras-chave
mangrove restoration, coastal ecosystems, community-based conservation, hydrological restoration

Descrição

A Baía de Jiquilisco, no departamento de Usulután, em El Salvador, abriga cerca de 25.000 hectares de manguezal, o maior sistema contínuo de manguezal da América Central, designado Reserva da Biosfera pela UNESCO e Zona Húmida de Importância Internacional pela Convenção de Ramsar. Décadas de sedimentação a montante e obras de infraestrutura assorearam canais de maré em partes da baía, cortando manguezais do fluxo de maré de que necessitam para sobreviver e causando morte em massa em áreas como El Lloron e El Rico.
Em 2011, o Mangrove Action Project (MAP) realizou uma oficina de formação introduzindo a Restauração Ecológica de Manguezais Baseada na Comunidade (CBEMR) — um método que restaura a hidrologia e a topografia para que os manguezais se regenerem por conta própria, em vez de plantar mudas de viveiro — junto ao ministério do ambiente de El Salvador (MARN), ao fundo de conservação FIAES e à ONG local Asociación Mangle. Na década seguinte, a Asociación Mangle mobilizou membros da comunidade para reabrir manualmente mais de 10 quilómetros de canais de maré assoreados e bloqueados em toda a baía, incluindo cerca de 4,2 km limpos em El Lloron e mais 2 km, além de 0,5 km de novo canal escavado em El Rico, envolvendo mais de 300 residentes de cerca de 80 comunidades.
Com o fluxo de maré restabelecido, os manguezais regeneraram-se naturalmente em centenas de hectares sem qualquer plantio. Uma avaliação de acompanhamento de 12 anos, publicada pelo MAP em 2023, constatou que a recuperação se manteve, e o Ministério do Ambiente de El Salvador passou a designar o método CBEMR liderado pela comunidade como a abordagem a seguir no plano ambiental nacional para a conservação de manguezais.
A lição central do projeto, destacada numa análise da Mongabay em 2025, é que o sucesso da restauração deve ser medido pela sobrevivência das mudas ao longo de 10 a 25 anos, e não pelo número de árvores plantadas — muitos programas convencionais de plantio de manguezais noutros locais reportam números iniciais elevados de plantio, mas sobrevivência a longo prazo muito baixa, porque nunca resolvem o bloqueio hidrológico subjacente. A abordagem de desobstrução de canais em Jiquilisco custou muito menos do que o plantio em larga escala em viveiro, mas o monitoramento independente e quantificado da biodiversidade e do stock de carbono da área restaurada continua escasso, e a manutenção dos canais reabertos depende do trabalho comunitário contínuo e da gestão da sedimentação a montante.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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