As Ilhas Tristao, na costa norte da Guine, na fronteira com a Guine-Bissau, sao uma zona humida classificada Ramsar desde 1992 e obtiveram estatuto de area marinha protegida em 2013. O acompanhamento por deteção remota constatou que a area mais alargada de Tristao-Kapatchez perdeu cerca de 7.000 hectares de mangal entre 2010 e 2015, devido a producao de carvao, conversao para arrozais e erosao costeira.
Entre 2019 e 2022, a Guinee Ecologie (parceira da BirdLife International na Guine) trabalhou com a Parceria Regional para a Conservacao da Zona Costeira e Marinha da Africa Ocidental (PRCM), a ONG PREM, o Ministerio do Ambiente e Desenvolvimento Sustentavel da Guine e o Gabinete Nacional de Parques e Reservas (OGPNRF), com financiamento das fundacoes Dob Ecology e Audemars Watkins, para replantar mangal degradado e apoiar a protecao liderada pelas comunidades nas Ilhas Tristao.
O projeto restaurou mais de 1.400 hectares de mangal. As ilhas continuam a ser uma zona de reproducao para varias especies de peixes e tartarugas marinhas, com mais de 200 especies de aves registadas no sitio Ramsar. Uma segunda fase, lancada em janeiro de 2023, visa mais 500 hectares no vizinho delta do Konkoure, repartidos entre reflorestacao direta (100 ha), regeneracao natural assistida (100 ha), restauro de arrozais convertidos (50 ha) e atividades de reducao de pressao nos restantes 250 ha.
A restauracao nesta escala ilustra um modelo replicavel de comunidade-ONG-governo para a recuperacao de mangais na Africa Ocidental. Contudo, o proprio enquadramento do projeto — 1.400 hectares restaurados, face a cerca de 7.000 hectares perdidos apenas na area mais alargada entre 2010 e 2015 — recorda que a recuperacao alcancada ate agora e parcial face a escala da degradacao historica, sendo necessario financiamento sustentado em varias fases para colmatar essa diferenca.
Ler a analise completa: http://mangrovetristao.prcmarine.org/
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.