O peixe-leão invasor do Indo-Pacífico (Pterois volitans), detetado pela primeira vez nas águas de Belize por volta de 2008-09, espalhou-se rapidamente pelo Recife de Barreira de Belize, predando juvenis de peixes de recife nativos sem predadores naturais que controlassem a sua população.
O Departamento de Pescas de Belize e a ONG Blue Ventures reuniram um grupo de trabalho de 13 organizações, produzindo uma Estratégia Nacional de Gestão do Peixe-leão (2019-2023) que combina pesca submarina licenciada, torneios e derbies comunitários e desenvolvimento de mercado — incentivando o consumo do peixe-leão — para sustentar a pressão de remoção.
Cerca de 90.000 peixes-leão foram removidos a nível nacional apenas em 2015. Os derbies comunitários individuais continuam a remover grandes números num único evento: por exemplo, 964 peixes-leão no derby de Caye Caulker de 2017, e 371 pela equipa vencedora no torneio de San Pedro de 2023.
Nenhum total nacional anual de remoção abrangente e atualizado foi publicado desde 2015 — dados mais recentes existem apenas ao nível de torneios individuais. A modelação ecológica da própria estratégia constatou que a biomassa de peixes nativos ainda diminui em cerca de um quarto dos locais monitorizados, apesar da captura sustentada, pelo que o esforço de remoção está bem documentado mas a recuperação total do recife ainda não está demonstrada.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.