Proteger o Território Contra Espécies Invasoras — Controlo Liderado por Guardas Indígenas (Norte da Austrália)
Austrália
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Desde 2008, Argentina e Chile mantêm um programa binacional GEF/FAO para controlar 65.000-150.000 castores invasores, que danificaram até 40.000 ha de floresta nativa e turfeiras na Terra do Fogo, embora a erradicação total esteja parada desde 2018.
Em 1946, a Marinha argentina introduziu cerca de 20 castores norte-americanos (Castor canadensis) na Isla Grande, na Terra do Fogo, para dar início a um comércio de peles. Sem predadores naturais, a população cresceu desde então para um número estimado entre 65.000 e 150.000 animais nos lados argentino e chileno da ilha, e as barragens de castores alteraram cerca de 31.000 hectares de turfeiras, floresta e pastagem, danificando cerca de 40.000 hectares de floresta nativa de Nothofagus, com cerca de 16 milhões de hectares de floresta considerados em risco.
A Argentina e o Chile assinaram um acordo binacional de gestão em 2008, tendo mais tarde obtido financiamento do GEF/FAO para esforços coordenados de controlo destinados a reduzir a população invasora de castores e os danos que esta causa aos ecossistemas de floresta nativa e turfeiras.
O programa-piloto argentino (2016-2018) capturou e removeu mais de 1.000 castores em 505 colónias, em sete áreas de teste que cobriam cerca de 180.000 hectares. O Proyecto GEF Castor paralelo do Chile (2017-2022) construiu capacidade nacional de controlo, com base numa campanha anterior de 2005-2006 que já tinha removido 11.700 castores.
O argumento económico para o controlo é significativo: as autoridades argentinas estimam que os danos causados pelos castores custam cerca de 66 milhões de dólares por ano, e o Chile avaliou os seus danos de 2020 em cerca de 73 milhões de dólares. Os estudos de viabilidade divergem quanto ao custo de uma erradicação total, citando valores entre 15 milhões de dólares ao longo de 15 anos e 31-33 milhões de dólares ao longo de 17-30 anos, o que reflete uma incerteza científica e financeira real e não um plano definido.
A implementação está estagnada desde 2018, com os próprios participantes do projeto a reconhecerem que 'praticamente nada' foi feito à escala desde então, sobretudo por falta de compromisso político sustentado entre dois governos ao longo de várias décadas. Um estudo revisto por pares de 2021 também complicou a narrativa simples de 'praga', ao concluir que as lagoas de castores aumentam localmente a diversidade de aves — uma verdadeira compensação ecológica, e não uma prova de que o programa deva ser interrompido.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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