O Cairngorms Connect é uma parceria de quatro gestores de terras vizinhos no Parque Nacional dos Cairngorms (Escócia): Forestry and Land Scotland, RSPB Scotland, NatureScot e Wildland Ltd. Abrange cerca de 600 km², do rio Spey ao cume do Ben Macdui, e trabalha com uma visão a 200 anos para melhorar habitats, espécies e processos ecológicos. É apoiado pelo Endangered Landscapes & Seascapes Programme (Cambridge Conservation Initiative com a Arcadia); o Centre for Landscape Regeneration da Universidade de Cambridge colabora na ciência e monitorização, e o Beaver Trust lidera a reintrodução do castor.
Execução reportada: o sítio da parceria indica, desde 2019, 8 219 ha de remoção de coníferas não nativas, 2 275 ha de reestruturação de plantações de pinheiro-silvestre, 1 360 ha de floresta nativa plantada, 1 539,5 ha de turfeiras restauradas, 79 ha de planícies aluviais restauradas e gestão de veados em 60 000 ha. Um artigo da Universidade de Cambridge refere 1 253 ha de floresta nativa nova em cinco anos, mais de 5 000 espécies registadas (cerca de 20% nacionalmente raras ou escassas) e as primeiras crias de castor nascidas em liberdade na zona em mais de 400 anos (2024); as diferenças nos valores de floresta refletem datas de reporte distintas.
A monitorização acompanha aves, plantas, crescimento de árvores jovens e acumulação de carbono no solo, mas as fontes consultadas ainda não publicam resultados quantificados de carbono, hidrologia ou biodiversidade, e os valores de execução são reportados pela própria parceria, sem auditoria independente.
Desafios: o elevado número de veados, historicamente mantido para caça desportiva, impediu a regeneração florestal até há pouco; o investigador de Cambridge citado nota que os incentivos ao uso do solo recompensam muitas vezes práticas prejudiciais à biodiversidade. O controlo de veados é contestado no plano do Parque Nacional, com associações de guardas-caça a alertar para o impacto nos negócios de caça e grupos de conservação a considerar as metas fracas. Lições transferíveis: cooperação entre vários proprietários à escala da paisagem, objetivos de longo prazo, parceiros científicos integrados e planeamento explícito da gestão de veados.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.