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Boa prática Importada

'Cidades Inteligentes' dos Camarões — Rede Policial de Reconhecimento Facial Construída pela Huawei

Camarões · Yaoundé · Ver o perfil de Camarões

Evidência: Descritivo / autorreportado Top 92% 27/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

A polícia dos Camarões opera a rede 'Cidades Inteligentes', construída pela Huawei, com reconhecimento facial, lançada em Yaoundé (2019) e alargada a Douala (2023). A 1ª fase instalou 3.000+ câmaras rumo a 5.000 (empréstimo de 50M EUR); sem lei de proteção de dados.

3,000+ cameras
Câmaras de videovigilância instaladas (primeira fase) (as of 2023–2024)
95 base stations
Estações-base instaladas (primeira fase) (as of 2023–2024)
5,000 cameras
Dimensão-alvo da rede de câmaras (stated target)
17 command rooms
Meta de salas de comando em todo o país (stated target)
50 EUR million
Empréstimo de expansão do Banco Santander (Hong Kong) (March 2024)
39 CFAF billion
Empréstimo adicional para expansão do Eximbank China (December 2025)

Detalhes

Maturidade
Em expansão
Promotor
Délégation Générale à la Sûreté Nationale (DGSN), with Huawei and CAMTEL
Período
2019-2025
Palavras-chave
public safety, surveillance, policing, biometrics

Contexto

A Délégation Générale à la Sûreté Nationale (DGSN — a polícia nacional) dos Camarões opera uma rede de videovigilância "Intelligent Cities" construída com a Huawei e a operadora estatal de telecomunicações CAMTEL, combinando reconhecimento facial em tempo real com um centro de comando centralizado. O primeiro centro de comando abriu na capital, Yaundé, em 2019; um segundo abriu na maior cidade do país, Douala, em junho de 2023.

Atividades

A primeira fase instalou mais de 3.000 câmaras de videovigilância e 95 estações-base, face a uma meta declarada de cerca de 5.000 câmaras e 17 salas de comando em todo o país. Em março de 2024, os Camarões obtiveram um empréstimo de 50 milhões de euros (cerca de 54 milhões de dólares) do Banco Santander (Hong Kong) para expandir a rede, e, até dezembro de 2025, foi noticiado um empréstimo adicional de 39 mil milhões de CFAF do Eximbank China para continuar a expansão.

Conclusões

A cobertura académica (Cairn.info, 2021) documenta o funcionamento do sistema em Yaundé, mas assinala a ausência de uma lei de proteção de dados pessoais que regule a sua utilização — não foi identificado, em nenhuma fonte analisada, qualquer organismo independente de supervisão, limites de retenção ou auditoria de precisão para a componente de reconhecimento facial. Não foram publicados dados sobre redução da criminalidade ou precisão do sistema; os números disponíveis descrevem apenas a escala da infraestrutura e o financiamento, e não um impacto medido na segurança pública.

Implementação

Custo indicativo
Muito elevado (> 5 M€) — EUR50 million (~US$54 million) loan from Banco Santander (Hong Kong) secured March 2024; a further CFAF 39 billion Eximbank China loan reported by December 2025 for continued build-out.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — First command centre opened in Yaoundé in 2019; second opened in Douala in June 2023; facial-recognition CCTV piloted before a major, foreign-loan-financed 2024–2025 expansion.
Equipa e competências
Délégation Générale à la Sûreté Nationale (DGSN, national police) operates the network, Huawei and state telecom operator CAMTEL provide technical build-out

Condições de sucesso

  • Large-scale foreign financing (Banco Santander Hong Kong, Eximbank China) sustaining continued camera-network expansion

Modos de falha comuns

  • No personal-data-protection law identified governing the system, per academic (Cairn.info) coverage, with no independent oversight body, retention limits or accuracy audit documented
  • No crime-reduction or system-accuracy outcome data has been published; available figures describe infrastructure scale and financing only

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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