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Parque Nacional de Canaima e a Bacia do Caroní — Uma Fonte Hidroelétrica Vital Comprometida pela Mineração Ilegal de Ouro

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O Parque Nacional de Canaima protege as cabeceiras do rio Caroní que alimentam a barragem de Guri (quase metade da eletricidade da Venezuela), mas a FAO, o CSIS e a Mongabay documentam cerca de 22.000 hectares desmatados pela mineração ilegal de ouro desde 2017 e contaminação por mercúrio no Caroní — um caso de alerta sobre proteção hídrica não fiscalizada.

Parque Nacional de Canaima e a Bacia do Caroní — Uma Fonte Hidroelétrica Vital Comprometida pela Mineração Ilegal de Ouro

Detalhes

Promotor
Instituto Nacional de Parques (INPARQUES)
Período
1962–present (Park est. 1962; documented mining incursion 2017–present)
Palavras-chave
hydropower watershed protection, protected areas, mining governance

Descrição

O Parque Nacional de Canaima protege cerca de 30.000 km² de floresta tropical e planaltos tepui das Terras Altas da Guiana, no estado de Bolívar, incluindo as cabeceiras do rio Caroní. O Caroní alimenta o complexo hidroelétrico de Guri, cuja barragem de 162 metros inundou 425.000 hectares para criar a maior albufeira da América do Sul e que, sozinha, fornece perto de metade da eletricidade da Venezuela — um caso escolar de proteção de bacia hidrográfica por custo evitado, já que a perda da cobertura florestal a montante assoreraria a albufeira e ameaçaria o abastecimento elétrico nacional.

Na prática, essa proteção falhou. Uma avaliação da FAO concluiu que Canaima e reservas vizinhas carecem dos instrumentos de planeamento básicos necessários para gestão, vigilância ou fiscalização. Investigações de campo e por satélite, relatadas pelo CSIS e pela Mongabay, apontam cerca de 22.000 hectares desmatados nos parques nacionais de Canaima, Caura e Yapacana entre 2017 e 2020 devido à mineração ilegal de ouro, com 59 focos de mineração ativos identificados dentro de Canaima nos três anos até 2025. O mercúrio usado no processamento do ouro entrou no sistema do rio Caroní; estimativas independentes citadas pela Mongabay sugerem que até 70% do rio possa estar hoje contaminado, e um estudo da SOS Orinoco de 2021 constatou que mais de um terço dos indígenas Pemón testados na região da Gran Sabana excediam os limiares de segurança da OMS para mercúrio em amostras de cabelo.

Este caso é incluído como alerta: a lógica de serviços ecossistémicos — uma floresta de bacia hidrográfica protegida a sustentar um ativo hidroelétrico que fornece metade da eletricidade de um país — é sólida e bem documentada, mas a ausência quase total de fiscalização mostra que o estatuto formal de área protegida, por si só, não garante o resultado, a menos que a governação e a monitorização sejam ativamente financiadas e mantidas.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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