Centro de Crime em Tempo Real de Nassau — a Rede Policial das Bahamas com Reconhecimento Facial por IA
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A Cidade do Cabo operou desde 2016 uma rede ShotSpotter/SoundThinking de deteção de tiros em bairros pobres da era do apartheid, citando milhares de alertas e dezenas de detenções — mas encerrou-a em 2026 sem que uma auditoria independente verificasse a sua precisão ou efeito.
A Cidade do Cabo contratou a empresa norte-americana SoundThinking (antiga ShotSpotter) para instalar sensores acústicos de deteção de tiros em Hanover Park e Manenberg a partir de 2016, alargando depois a cobertura a outros bairros historicamente carenciados da era do apartheid, no âmbito de uma iniciativa mais ampla de 'segurança inteligente' que também combinava os sensores com imagens de CCTV e de drones para ajudar a polícia a chegar mais depressa aos locais de tiroteios.
Dados da cidade indicam 3.893 alertas e 9.223 disparos detetados em 2024/25 (uma queda de cerca de 30% em relação ao ano anterior), e as autoridades afirmaram que mais de metade de todas as armas recuperadas pelas agências municipais de aplicação da lei entre abril e junho de 2025 vieram de áreas cobertas pelo ShotSpotter, além de um total acumulado de mais de 50 detenções, 35 armas de fogo e 400 munições apreendidas.
No entanto, uma revisão académica publicada em 2026 concluiu que nunca existiu uma auditoria pública independente que verificasse a precisão do sistema, a taxa de alertas falsos ou o seu efeito real sobre a violência armada — todas as alegações de desempenho vieram da própria cidade e da sua fornecedora —, e observou que o contrato equivalente de Chicago com a ShotSpotter foi cancelado em 2024 depois de um tribunal concluir que menos de um em cada dez alertas produziu evidências de um crime com arma de fogo. O concurso de três anos da Cidade do Cabo terminou em meados de 2026 e o programa foi colocado sob revisão à medida que a cidade repensava a sua estratégia de tecnologia de segurança, com críticos a assinalar também que a implementação se concentrou em comunidades pobres com pouca consulta aos residentes.
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