A Caixa Costarriquenha de Segurança Social (CCSS), a seguradora pública única do país, implementou o CLEO, um assistente virtual que cruza o registo de saúde digital unificado (EDUS), o Registo Civil nacional e as redes de prestadores para identificar doentes em listas de espera cirúrgica, de procedimentos ou de consultas que já poderão não necessitar do serviço. O CLEO contacta depois esses doentes diretamente por WhatsApp, chamada telefónica e e-mail, aplicando uma de 15 categorias oficiais de resolução — como 'já não necessita de cirurgia', 'falecido' ou 'já tratado noutro local' — a cada caso. Cada remoção sinalizada pela IA exige validação humana por parte da equipa da CCSS antes de ser executada, pelo que o sistema recomenda mas não decide unilateralmente.
Implementado desde 2023 e alargado até ao primeiro trimestre de 2026, o CLEO já resolveu 367.403 casos de doentes em listas de espera cirúrgica, incluindo 136.774 casos especificamente retirados por já não necessitarem de cirurgia. Nesse período, a taxa nacional de depuração de listas da CCSS caiu de 31,2% em 2023 para 18,2% no primeiro trimestre de 2026, e o sistema consegue processar até 1.500 registos por dia. A CCSS destinou ₡7.122 milhões (cerca de 14 milhões de dólares) para um novo esforço direcionado entre maio e outubro de 2026, visando mais 100.125 resoluções.
Os números são reportados pela própria CCSS, mas foram corroborados de forma consistente por quatro órgãos de comunicação social costarriquenhos independentes ao longo de mais de um ano de cobertura, o que reforça a confiança nos valores globais, ainda que não tenha sido publicada nenhuma auditoria técnica independente à precisão ou à lógica de categorização do CLEO.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.