Entre 2018 e 2020, o Grupo de Investigação em Deficiência, Afeto e Cognição da Universidad Nacional Abierta y a Distancia (UNAD), em conjunto com estudantes de psicologia, realizou um estudo participativo de métodos mistos em Ibagué, Colômbia, envolvendo diretamente 30 pessoas com deficiência sensorial e física na cocriação de uma aplicação móvel de mapeamento colaborativo. Em vez de uma auditoria de acessibilidade conduzida de cima para baixo, os próprios participantes identificaram e mapearam locais acessíveis e inacessíveis pela cidade, contribuindo com a sua experiência vivida de navegação no espaço público para uma cartografia partilhada e colaborativa.
O estudo, publicado como "Physical and represented city: disability, spatial justice and social innovation" (Zenodo, 2020) e como capítulo numa coletânea da Springer (2021), analisou os resultados sob três perspetivas — acessibilidade, dimensão social da cidade e "ressignificação" do espaço urbano pelos residentes com deficiência — e apresenta a aplicação resultante como um mecanismo de inovação social para a inclusão e participação comunitária, distinto de levantamentos de acessibilidade conduzidos por investigadores.
Enquanto projeto-piloto académico e não serviço público à escala, a prática tem pontos fortes claros — metodologia revista por pares, amostra definida e divulgada, e participação direta de co-investigadores com deficiência — e limites claros: não foi encontrada evidência pública de que a aplicação tenha sido mantida, aberta à população mais ampla de Ibagué, ou adotada pelo governo municipal após a conclusão do estudo, pelo que a sustentabilidade e o alcance à escala da cidade para além dos 30 participantes permanecem por verificar.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.