Esquema de Ação Climática nas Turfeiras da Bord na Móna (Irlanda)
Irlanda
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Um projeto de 9,1 milhoes de dolares do Fundo Verde para o Clima — o primeiro alguma vez aprovado pelo GCF — ajudou mais de 120 comunidades indigenas no Datem del Maranon, no Peru, a gerir mais de 410.000 ha de turfeiras amazonicas, enquanto o IIAP e a Profonanpe construiram linhas de base de carbono que alimentam a metodologia nacional peruana de contabilidade de turfeiras.
O leque do rio Pastaza, na província de Datem del Marañón, no Peru, perto da cidade amazónica de San Lorenzo, alberga um dos maiores complexos de turfeiras tropicais do mundo — cerca de 3,8 milhões de hectares que armazenam uma estimativa de 3,1 mil milhões de toneladas de carbono, aproximadamente metade das reservas de carbono florestal acima do solo do Peru, sendo que só os solos de turfa conseguem armazenar até 1.700 toneladas de carbono por hectare.
Em 2015, o Fundo Verde para o Clima aprovou o seu primeiro projeto a nível mundial: uma doação de 9,1 milhões de dólares (6,24 milhões provenientes do GCF, o restante em cofinanciamento), implementada pelo Fundo Fiduciário Peruano para Parques Nacionais e Áreas Protegidas (Profonanpe), para ajudar 120 comunidades indígenas a gerir de forma sustentável os recursos das zonas húmidas, em vez de as drenarem e desflorestarem para culturas.
O projeto estabeleceu mais de 410.000 hectares de novas áreas de conservação e ajudou a fundar, em 2018, uma Associação de Produtores e Gestão de Aguaje, para que as famílias lucrem com a colheita sustentável de frutos de palmeira em vez do abate de árvores.
Um estudo de reservas de carbono de 2022, realizado por cientistas do Instituto de Investigação da Amazónia Peruana (IIAP) e da Profonanpe — publicado em 2024 — mediu o carbono de referência do solo e da vegetação, alimentando uma metodologia que agora orienta a política nacional peruana de contabilização de turfeiras. Até ao encerramento do projeto, em dezembro de 2024, o GCF reportou aproximadamente 1,31 milhões das 2,6 milhões de toneladas de CO2e visadas como evitadas, alcançando mais de 20.000 beneficiários diretos em 131 comunidades indígenas.
O projeto foi alvo de críticas persistentes quanto ao seu processo de Consentimento Livre, Prévio e Informado: federações indígenas protestaram que o GCF aprovou o financiamento de 2015 antes de uma consulta comunitária adequada, o que levou à abertura de uma investigação formal do Mecanismo Independente de Reparação em 2019. O caso só foi encerrado depois de o Secretariado do GCF emitir novas orientações sobre CLPI e concluir uma avaliação jurídica dos impactos sobre os direitos coletivos à terra.
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