O Programa de Reduções de Emissões de Mai-Ndombe, que abrange uma província da Bacia do Congo do tamanho da Inglaterra, tornou-se o primeiro projeto no mundo selecionado para a carteira do Fundo de Carbono FCPF do Banco Mundial, em dezembro de 2016, com o objetivo de pagar à RDC por reduções de desflorestação e degradação verificadas por satélite.
A monitorização passa pelo Observatoire Satellital des Forêts d'Afrique Centrale (OSFAC), o observatório regional de monitorização florestal por satélite, que alimenta o sistema nacional de MRV da RDC, juntamente com inventários florestais no terreno.
O Acordo de Pagamento por Reduções de Emissões foi assinado em setembro de 2018, mas só entrou em vigor em julho de 2022; a RDC recebeu o seu primeiro pagamento apenas em junho de 2025 - 19,48 milhões de dólares por 3,89 milhões de toneladas de reduções de CO2 verificadas no período 2019-2020, segundo o Banco Mundial.
Investigação de campo independente sobre o programa de Mai-Ndombe, publicada pela Rainforest Foundation UK e noticiada pela Mongabay, concluiu que muitos dos seus projetos REDD+ constituintes não obtiveram o consentimento livre, prévio e informado das comunidades locais, entregaram poucos dos benefícios prometidos e, nalguns casos, pareceram ter pouco efeito sobre a desflorestação - ou até coincidiram com a continuação da perda florestal. O programa ilustra uma tensão mais ampla no financiamento florestal baseado em resultados: um resultado de contabilidade de carbono por satélite tecnicamente credível pode coexistir com fraca legitimidade no terreno.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.