Restauração do Ecossistema de Round Island — Erradicação de Mamíferos Invasores (Maurícia)
Maurícias
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As autoridades das Galápagos, no Equador, e parceiros de ONGs aplicaram iscas aéreas e manuais contra ratos, murganhos e gatos ferais em toda a ilha Floreana (17.250 ha) em 2023; a contagem de caracóis subiu de 61 para 883 até 2024, com o início da reintrodução de 12 espécies nativas extintas.
Desde 2012, a Direção do Parque Nacional das Galápagos tem trabalhado com a Island Conservation, a Charles Darwin Foundation, a Jocotoco Foundation e a Durrell Wildlife Conservation Trust para remover ratos, murganhos e gatos ferais invasores da Ilha Floreana, que abriga mais de 60% da população mundial, criticamente ameaçada, do Petrel-das-Galápagos; antes da intervenção, gatos e ratos causavam quase 50% de predação dos ninhos de petrel.
A fase de erradicação tratou a ilha inteira de 17.250 hectares usando iscas tóxicas dispersas por via aérea e terrestre, armadilhagem e caça, com a aplicação inicial de isco a começar em 3 de outubro de 2023 e a continuar até meados de dezembro de 2023. Trabalhos de restauração separados visam cerca de 1.170 hectares de habitat de zona húmida e 54 hectares de floresta seca, incluindo um corredor ecológico de 2,5 hectares plantado com 577 mudas de oito espécies nativas.
As populações de caracol terrestre em oito locais de estudo subiram de 61 indivíduos em 2022 para 883 em 2024, juntamente com recuperações relatadas em aves, léagartos e osgas nativos. A reintrodução de 12 espécies localmente extintas, incluindo tartarugas-gigantes-de-Floreana híbridas e o Tordo-de-Floreana, começou no início de 2024 e está planeada para durar pelo menos sete anos.
O método de isco tóxico causa envenenamento primário e secundário de animais-alvo e de alguns animais não-alvo, e os números de recuperação mais destacados surgem cerca de dois anos após a erradicação, de monitorização liderada pelas mesmas instituições que executam o projeto, com a reintrodução plurianual e o registo de prevenção de reinvasão a longo prazo ainda por provar.
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