O Movimento OneMillionTrees de Singapura — Uma Meta Florestal Urbana Monitorizada e no Prazo para 2030
Singapura
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A Câmara Municipal de Freetown paga aos plantadores, sobretudo mulheres e jovens, micropagamentos por transferência móvel assim que as árvores são geolocalizadas e verificadas através da aplicação TreeTracker. Cerca de 250 mil árvores foram rastreadas na primeira fase (2020-21), rumo a uma meta de 5 milhões até 2030, com objetivo de 80% de sobrevivência.
O deslizamento de terra de agosto de 2017 em Freetown, que matou mais de 1.000 pessoas após décadas de desflorestação das encostas, colocou a cobertura arbórea e o risco de inundações no centro da estratégia municipal 'Transform Freetown'. A administração da presidente da câmara Yvonne Aki-Sawyerr lançou a campanha #FreetownTheTreeTown para recuperar a vegetação e, ao mesmo tempo, gerar rendimento de curto prazo para os residentes.
Plantadores comunitários — na sua maioria mulheres e jovens — plantam e cuidam das mudas, usando a aplicação TreeTracker para geolocalizar cada árvore e fotografá-la ao longo do tempo. Uma vez por trimestre, técnicos municipais verificam as árvores sobreviventes com base nestes registos e pagam aos plantadores micropagamentos por dinheiro móvel e tokens resgatáveis ligados a marcos de sobrevivência, e não ao simples ato de plantar.
A UrbanShift relata cerca de 250 mil árvores plantadas e rastreadas na fase inicial de 2020-21 (mais 50 mil mangais costeiros previstos), através de 10 viveiros comerciais e 10 organizações comunitárias, criando mais de 550 empregos de curto prazo. A cidade refere mais de 1 milhão de árvores plantadas desde 2020 e estabelece metas de 5 milhões até 2030 e 20 milhões até 2050, com uma taxa de sobrevivência de 80% alegada a partir da monitorização pela aplicação. O programa foi finalista do Earthshot Prize em 2023 e é destacado pela C40 como um modelo autofinanciado e replicável, já que os plantadores são pagos com o orçamento municipal, e não com doações pontuais.
O modelo tem limites a assinalar: a The Conversation argumenta que a sua replicabilidade noutras cidades africanas é limitada pelo enquadramento institucional específico de Freetown e pelo apoio contínuo de doadores, e não foi encontrada verificação independente e revista por pares da taxa de sobrevivência ou do benefício de carbono alegados — a evidência assenta sobretudo em relatos da própria aplicação municipal e de parceiros.
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