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Em 15/7/2025, o Gabão e o Conselho Nacional do Clima lançaram um piloto de PSA financiado pela CAFI (259M FCFA, ~465 mil dólares) que recompensa comunidades pela gestão florestal, do solo e da água; até a COP30, a CAFI já integrara o Gabão numa iniciativa de 125M dólares.
O Gabão detém 23,6 milhões de hectares de floresta tropical — cerca de 88% do seu território — com uma das taxas de desflorestação mais baixas do mundo, bem abaixo de 0,1% ao ano. Até 2025, o país não tinha testado pagamentos diretos por serviços ambientais (PSA) como instrumento para recompensar as comunidades rurais que mantêm essa floresta intacta, apoiando-se antes em acordos jurisdicionais de créditos de carbono com doadores.
Em 15 de julho de 2025, o ministro do Ambiente, Ecologia e Clima do Gabão, Mays Mouissi, assinou um acordo com o Conselho Nacional do Clima (CNC) — representado pelo secretário permanente Davy Onomori Mboumba — para conduzir um piloto intitulado 'Démonstration et coordination du projet pilote de paiement pour services environnementaux au Gabon', financiado com 259 milhões de francos CFA (cerca de 465 mil dólares) da Iniciativa para a Floresta da África Central (CAFI). O piloto compensa comunidades locais, grupos e organizações pela proteção florestal, conservação do solo e gestão sustentável dos recursos hídricos, testando quais modelos de incentivo funcionam no contexto gabonês antes de qualquer expansão nacional. Quatro meses depois, na COP30 em Belém (18 de novembro de 2025), a CAFI integrou o Gabão numa iniciativa regional mais ampla de PSA, juntamente com a República Democrática do Congo e a República do Congo, apoiada por um novo compromisso de 100 milhões de dólares que elevou o orçamento de PSA da Bacia do Congo a 125 milhões de dólares, além de uma nova plataforma digital de pagamento por dinheiro móvel; nessa altura, a WWF e parceiros governamentais já tinham identificado 15 aldeias no Gabão para contratos de conservação comunitária, cobrindo uma área estimada de 50.000 hectares.
O CNC e o ministério do ambiente do Gabão descrevem o piloto de julho explicitamente como uma fase de teste, concebida para 'medir como os incentivos financeiros podem mudar práticas' antes de qualquer decisão de expansão nacional.
Como tanto o piloto específico do Gabão como a expansão regional da COP30 têm apenas alguns meses, ainda não existem dados publicados sobre resultados ecológicos: os benefícios em carbono, biodiversidade e água/solo permanecem projetados, e não medidos. O próprio desenho do piloto — um ensaio curto com um ponto de decisão explícito sobre a expansão — indica que mesmo os financiadores ainda estão a testar qual modelo de incentivo funcionará em escala no Gabão, e a verificação independente das comunidades inscritas e dos hectares protegidos ainda não foi publicada.
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