Cerca de 90% da população da Guiana e a maior parte da sua atividade económica situam-se numa estreita faixa costeira baixa, abaixo do nível do mar na maré alta, historicamente protegida por uma cadeia de diques de betão e de terra cuja inspeção, reparação e reforço custam ao governo, segundo dados oficiais, cerca de 14 milhões de USD por ano. Desde o início da década de 2010, o Instituto Nacional de Investigação e Extensão Agrícola (NAREI) da Guiana conduz um Projeto de Restauro de Mangais, inicialmente apoiado pela Aliança Global para as Alterações Climáticas da UE, plantando e protegendo mangais como alternativa e complemento de menor manutenção às defesas costeiras rígidas. Dados do governo referem mais de 500.000 propágulos de mangal produzidos e mais de 500 hectares de mangal costeiro acrescentados nas Regiões Dois, Quatro, Cinco e Seis, contribuindo para uma cobertura nacional de mangal superior a 21.000 hectares.
Em 2022–2023, o NAREI associou-se ao Global Green Growth Institute (GGGI), financiado pelo Serviço Florestal da Coreia, para conceber um projeto-piloto híbrido verde-cinzento em Dantzig e De Hoop, na Região Cinco (Mahaica-Berbice), envolvendo as empresas de engenharia Royal HaskoningDHV e Deltares para combinar cerca de 120 hectares de restauro de mangal com estruturas rígidas limitadas. O projeto-piloto foi concebido para proteger cerca de 1.000 hectares de terras agrícolas da subida do nível do mar, beneficiar diretamente uma estimativa de 500 residentes, e prevê-se que ajude a evitar cerca de 1,12 milhões de toneladas de CO2 equivalente ao longo de 25 anos.
Ressalvas: os números do projeto-piloto híbrido de 2022–2023 são estimativas de conceção anteriores à implementação, não resultados medidos; a sobrevivência dos mangais e o seu desempenho no controlo da erosão na costa da Guiana, com muitos sedimentos e baixa energia das ondas, difere de litorais mais expostos e não é objeto de um estudo de monitorização de longo prazo publicado; e o custo de manutenção dos diques citado é uma cifra governamental usada para justificar o programa, e não uma comparação auditada de forma independente.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.