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Boa prática Importada

Restauração de Mangais em Kingston Harbour e Palisadoes — Defesa Costeira de Carbono Azul para a Capital da Jamaica

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Um estudo do Banco Mundial/PROFOR concluiu que os mangais da Jamaica evitam cerca de US$32,7 milhões/ano em danos por inundação; a NEPA, a UWI e parceiros restauraram cerca de 6.000 m² de mangais na faixa de Palisadoes, em Kingston, desde 2018 — uma pequena fração dos cerca de 2.000 hectares perdidos desde 1989.

Detalhes

Promotor
National Environment and Planning Agency (NEPA), UWI Centre for Marine Sciences, with Ocean Cleanup and GraceKennedy Foundation
Período
2018-present
Palavras-chave
coastal protection, blue carbon, mangrove restoration

Descrição

Um estudo iniciado em 2019 pelo Programa sobre Florestas (PROFOR) do Banco Mundial, pela Universidade da Califórnia em Santa Cruz, pela Agência Nacional de Ambiente e Planeamento da Jamaica (NEPA) e pelo Gabinete de Preparação para Desastres e Gestão de Emergências (ODPEM) quantificou, pela primeira vez, o valor de proteção contra inundações dos mangais da Jamaica: estima-se que os mangais remanescentes do país evitem cerca de US$32,7 milhões por ano em danos de inundação em zonas costeiras densamente povoadas, e que, sem eles, as perdas anuais por inundação subiriam para cerca de US$169 milhões, com mais de US$2,4 mil milhões em bens costeiros em risco.
No terreno, em Kingston, a NEPA e o Centro de Ciências Marinhas da Universidade das Índias Ocidentais têm replantado mangais brancos e negros ao longo da faixa de Palisadoes, de 16 km, que protege o Kingston Harbour, desde 2018, tendo restaurado até à data uma área estimada de 6.000 metros quadrados (cerca de 6.000 plântulas), com a Fundação GraceKennedy a contribuir com cerca de J$5 milhões (~US$32.000) por ano e a organização neerlandesa Ocean Cleanup a colaborar na limpeza do porto (mais de 1.300 toneladas de resíduos removidas desde 2021) para reduzir as cargas de plástico que sufocam as raízes jovens dos mangais.
Trata-se de um caso genuinamente misto, que merece ser lido com honestidade: a cobertura de mangais da Jamaica caiu de cerca de 15.000 hectares nos anos 1970 para menos de 10.000 hectares em 2020, tendo-se perdido mais de 2.000 hectares só entre 1989 e 2010, e a área restaurada até à data (bem menos de 1 hectare) é diminuta face tanto à perda histórica como ao potencial de restauração identificado de cerca de 690 hectares. A poluição por plástico — cerca de 578 toneladas a entrar no Kingston Harbour anualmente — continua a limitar a sobrevivência das plântulas, e um financiamento separado de £5 milhões do UK Blue Carbon Fund para um projeto de reflorestação de mangais muito maior no Southern Clarendon (fora de Kingston) ilustra a escala de investimento ainda necessária a nível nacional.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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