Um estudo iniciado em 2019 pelo Programa sobre Florestas (PROFOR) do Banco Mundial, pela Universidade da Califórnia em Santa Cruz, pela Agência Nacional de Ambiente e Planeamento da Jamaica (NEPA) e pelo Gabinete de Preparação para Desastres e Gestão de Emergências (ODPEM) quantificou, pela primeira vez, o valor de proteção contra inundações dos mangais da Jamaica: estima-se que os mangais remanescentes do país evitem cerca de US$32,7 milhões por ano em danos de inundação em zonas costeiras densamente povoadas, e que, sem eles, as perdas anuais por inundação subiriam para cerca de US$169 milhões, com mais de US$2,4 mil milhões em bens costeiros em risco.
No terreno, em Kingston, a NEPA e o Centro de Ciências Marinhas da Universidade das Índias Ocidentais têm replantado mangais brancos e negros ao longo da faixa de Palisadoes, de 16 km, que protege o Kingston Harbour, desde 2018, tendo restaurado até à data uma área estimada de 6.000 metros quadrados (cerca de 6.000 plântulas), com a Fundação GraceKennedy a contribuir com cerca de J$5 milhões (~US$32.000) por ano e a organização neerlandesa Ocean Cleanup a colaborar na limpeza do porto (mais de 1.300 toneladas de resíduos removidas desde 2021) para reduzir as cargas de plástico que sufocam as raízes jovens dos mangais.
Trata-se de um caso genuinamente misto, que merece ser lido com honestidade: a cobertura de mangais da Jamaica caiu de cerca de 15.000 hectares nos anos 1970 para menos de 10.000 hectares em 2020, tendo-se perdido mais de 2.000 hectares só entre 1989 e 2010, e a área restaurada até à data (bem menos de 1 hectare) é diminuta face tanto à perda histórica como ao potencial de restauração identificado de cerca de 690 hectares. A poluição por plástico — cerca de 578 toneladas a entrar no Kingston Harbour anualmente — continua a limitar a sobrevivência das plântulas, e um financiamento separado de £5 milhões do UK Blue Carbon Fund para um projeto de reflorestação de mangais muito maior no Southern Clarendon (fora de Kingston) ilustra a escala de investimento ainda necessária a nível nacional.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.