Nove Zonas de Conservação de Peixes cogeridas pela comunidade no Lago Indawgyi, o maior lago de Myanmar e sítio Ramsar, protegem zonas de reprodução de peixes identificadas com contributo de 8 aldeias ribeirinhas, da Fauna & Flora International, da FISHBIO e do Departamento de Pescas, embora a pesca elétrica ilegal e as escorrências de minas continuem.
Detalhes
Promotor
Fauna & Flora International Myanmar
Período
2016–ongoing
Palavras-chave
fisheries management, freshwater biodiversity, community conservation
Descrição
O Lago Indawgyi, no Estado de Kachin, é o maior lago de Myanmar e o segundo maior do Sudeste Asiático, uma Zona Húmida de Importância Internacional Ramsar e o núcleo do Santuário de Vida Selvagem de Indawgyi, com quase 100 espécies de aves e base de subsistência de milhares de famílias piscatórias ribeirinhas. A pesca tem vindo a declinar sob pressão da pesca elétrica ilegal, do uso generalizado de redes de malha fina e das escorrências de minas de ouro próximas. A Fauna & Flora International (FFI) Myanmar, em conjunto com a organização especializada em pescas FISHBIO, a Friends of Wildlife, o Departamento de Pescas de Myanmar e a equipa do Santuário de Vida Selvagem de Indawgyi, facilitou a criação de nove Zonas de Conservação de Peixes (FCZ) em torno do lago. Os limites das zonas combinam dados científicos sobre habitats de reprodução de peixes com conhecimento ecológico local, e algumas assentam em FCZ já reconhecidas pelo Departamento de Pescas e pela Friends of Wildlife. A FISHBIO realizou reuniões comunitárias em 8 aldeias ribeirinhas, formou pessoal local da FFI para entrevistar pescadores e recolher dados básicos de capturas, e ajudou a organizar patrulhas conjuntas no lago que fazem cumprir os fechos sazonais de pesca, as regras de malhagem mínima e as restrições de artes de pesca a nível nacional. As zonas são cogeridas por comunidades piscatórias, o Departamento de Pescas e a equipa do santuário. Os relatos publicados descrevem como as zonas foram concebidas e são patrulhadas, mas ainda não apresentam dados quantificados de captura por unidade de esforço ou de recuperação populacional de peixes, pelo que a evidência ecológica permanece descritiva. A pesca elétrica ilegal e as escorrências ligadas à mineração são referidas como pressões persistentes, pelo que a eficácia de longo prazo das zonas não foi ainda verificada de forma independente.
Implementação
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Fontes de dados
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