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A agência federal argentina de investigação industrial gere mais de 50 centros tecnológicos nas 24 províncias, prestando ensaios, assistência técnica e transferência de tecnologia a mais de 10.000 clientes por ano, sobretudo pequenas empresas — embora cortes orçamentais recentes ameacem a sua escala.
O INTI é o instituto nacional de tecnologia industrial da Argentina, fundado em 1957 e sediado num parque tecnológico de 19 hectares em San Martín, na província de Buenos Aires. Opera mais de 50 centros tecnológicos especializados — abrangendo áreas que vão da metalurgia e biotecnologia à ciência alimentar, têxteis e produtos farmacêuticos — nas 24 províncias argentinas.
O instituto presta serviços de I&D aplicada, ensaios e certificação, assistência técnica e transferência de tecnologia, principalmente a pequenas e médias empresas (PME).
No seu ano mais recentemente reportado (2023), o INTI registou 10.173 entidades a receber formação ou serviços de transferência de tecnologia (mais 15% face a 2022) e 147.569 serviços prestados no total, além de 66 novos contratos de desenvolvimento tecnológico assinados com empresas e mais de 17 milhões de dólares em financiamento externo de projetos assegurados ao longo de quatro anos. O instituto mantém ainda acordos de cooperação internacional com mais de 70 países.
A maior parte da atividade reportada pelo INTI consiste em ensaios, certificação e assistência técnica, e não em licenciamento clássico de propriedade intelectual, não tendo sido encontrados números públicos atuais sobre patentes licenciadas ou spin-offs criadas.
Estes números provêm do próprio relatório de gestão do INTI, tal como divulgado pelo governo argentino; fontes independentes confirmam a escala e a atividade do instituto, mas não auditam de forma independente os números específicos. Reportagens independentes argentinas de meados de 2025 documentam um corte orçamental de cerca de 45% e a perda de 730 funcionários desde dezembro de 2023, a par de uma proposta governamental para fundir o INTI num novo instituto — um risco de sustentabilidade ativo a ponderar face aos seus 68 anos de trajetória.
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