No Dia Mundial da Vida Selvagem, 3 de março de 2026, o Diretor-Geral do Kenya Wildlife Service (KWS), Erustus Kanga, inaugurou o Fórum Global de Tecnologia de Conservação e Drones, em Nairobi, e apresentou publicamente a IA, os drones, a imagem térmica, os SIG, a deteção remota e a análise preditiva como elementos centrais da futura estratégia do KWS para o seu património de 24 parques nacionais, 29 reservas nacionais, seis reservas marinhas e cerca de 276 conservâncias comunitárias/privadas — cerca de 24% do território do Quénia.
A estratégia formaliza e amplia um programa já existente: a rede de câmaras térmicas assistidas por IA "Kifaru Rising", da WWF e da Teledyne FLIR, ativa desde 2019, que cobre atualmente 11 dos santuários de rinocerontes de maior risco do Quénia, incluindo a Ol Pejeta Conservancy, a Lewa Wildlife Conservancy e a Solio Game Reserve, juntamente com a plataforma de monitorização EarthRanger, usada para coordenar a resposta dos guardas-florestais.
A WWF relata que a Ol Pejeta Conservancy está livre de caça furtiva desde 2017 (câmaras instaladas em 2019) e que a Solio Game Reserve está livre de caça furtiva desde a ativação do seu sistema de IA em 2023, com uma cobertura que abrange atualmente mais de 80% da população de rinocerontes do Quénia e zero rinocerontes caçados furtivamente a nível nacional em 2020; as autoridades citam ainda uma queda na caça furtiva de elefantes na Maasai Mara, de 96 mortos em 2011 para nenhum nos últimos anos. Estes números centrais provêm apenas dos relatórios da própria WWF, sem auditoria independente encontrada, e a cobertura jornalística consultada não indicou número de câmaras, orçamentos ou uma comparação rigorosa "antes/depois" especificamente para a expansão a nível do KWS. Os próprios responsáveis do KWS alertam contra encarar a tecnologia como uma "solução milagrosa", citando lacunas de conectividade em zonas remotas e a necessidade de formação contínua dos guardas.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.