Superquarteirões de Barcelona (Superilles) — Do Projeto-Piloto de Poblenou a um Modelo de Saúde Urbana
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Desde 2012, Gante deixa os residentes votarem para fechar a sua rua aos automóveis e a redesenharem juntos. O formato cresceu de 2 para 25+ ruas por ano e foi depois exportado via rede financiada pela UE, embora a evidência seja sobretudo qualitativa.
BE23Leefstraat ('rua viva') é um encerramento temporário de rua, iniciado pelos cidadãos, em Gante: os residentes de uma rua escolhida votam para retirar o estacionamento na via pública e o trânsito de passagem durante vários meses (normalmente da primavera ao outono), redesenhando depois o espaço recuperado por conta própria. O Public Transition Lab da Cidade de Gante e a ONG coordenadora Lab van Troje (Laboratório Trojano) fornecem logística, um enquadramento legal e uma facilitação de baixa intensidade.
O programa começou em 2012 com uma única rua-piloto e tinha crescido para mais de 25 ruas residenciais participantes num único ano em 2021, com 56 experiências de rua distintas cocriadas com residentes e empresas locais ao longo do programa.
A avaliação tem sido sobretudo qualitativa e académica: investigadores como Seppe De Blust, Oswald Devisch e Jan Schreurs publicaram estudos de caso sobre o modelo de governação e participação, e uma colaboração de investigação de 2018 ligada à Universidade de Gante (favas.net) analisou as Living Streets de Gante em conjunto com os seus programas de Ruas Escolares e Ruas de Bicicleta. Os efeitos relatados centram-se na coesão social — os organizadores descrevem relações de vizinhança mais fortes e uma tomada de decisão coletiva sobre o espaço partilhado — e o formato foi formalmente exportado para outros municípios europeus através do projeto 'Living Streets' cofinanciado pela UE, realizado com a Energy Cities.
Como a evidência subjacente é largamente observacional e autodeclarada pelos participantes e pela ONG coordenadora, em vez de medida de forma independente (não foi encontrado nenhum conjunto de dados publicado sobre contagem de tráfego ou qualidade do ar especificamente para a Leefstraat, ao contrário das superquadras de Barcelona), o argumento de impacto é credível mas mais fraco do que em intervenções com estudos quantitativos publicados. Uma crítica académica separada à aposta mais ampla de Gante em ruas mais habitáveis e verdes alerta que este tipo de melhoria do espaço público pode coincidir com o aumento das rendas e pressão de deslocamento nas zonas envolventes, embora isto não tenha sido especificamente quantificado para as ruas Leefstraat.
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